Os últimos dois dias estão servindo para mostrar que nem tudo acontece conforme o “combinado”. Muitos já vinham contando com a possibilidade do dólar americano (USD) seguir descendo de escada, testando até os R$ 4,70 no futuro próximo. Bastou o FED mostrar divisão na sua Ata e dados de emprego acima do esperado para a moeda americana pegar o elevador e encostar de novo nos R$ 5,00.
📔 Ata do FED
Seguindo a tradição, o Banco Central Americano divulgou a ata da reunião que definiu a taxa de juros na semana passada. A decisão foi dividida entre os membros votantes, porém deixando clara a probabilidade de novas altas ainda em 2023.
🧰 Dados de emprego
Hoje foi a vez do mercado de trabalho nos EUA demonstrar uma certa vitalidade, porém, abaixo das expectativas. Mesmo assim, ainda seguem as dúvidas. Entender se teremos inflação com geração de emprego nos próximos meses. Traduzindo, se o FED vai encontrar espaço para mais altas de juros.
🔀 Diferencial de juros
No Brasil, a tendência é de queda de juros até o final do ano. Dito isso, o país tende a ficar menos atrativo ao capital estrangeiro, refletindo em uma eventual desvalorização do Real. Tá aí o motivo para o USD/BRL encostar nos R$ 5,00.
🎥 Cenas dos próximos capítulos
Caso tenhamos o cenário descrito acima se tornando realidade (FED sobe juros e BACEN diminui), a pressão para uma leve desvalorização do Real deve seguir nas próximas semanas. Pode ser aquele momento que o Exportador estava esperando para travar parte dos seus recebimentos futuros por exemplo.
O meu muito obrigado e até semana que vem!
📞 Câmbio desligo
Por Alexandre Viotto, co-head de Banking da EQI Investimentos