O euro hoje é negociado a R$ 5,6253, em queda de 0,34%, ou R$ 0,0190, frente ao real. O movimento ocorre em um momento de instabilidade social na Europa, onde centenas de milhares de manifestantes foram às ruas em diversos países para protestar contra o custo de vida e a pressão sobre os serviços públicos.
As maiores manifestações do fim de semana ocorreram na França, com mais de 500 mil pessoas nas ruas. A maioria protestou de forma pacífica, mas houve registro de saques e vandalismo em lojas, incêndios em prefeituras e ataques a policiais.
Protestos isolados também foram realizados na Itália, na Espanha, em Portugal e na Albânia, no sábado e no domingo. As queixas vão do alto preço da habitação às más condições em escolas e universidades.
Combustíveis e energia no pano de fundo
Os motivos imediatos variaram de país para país, mas os altos custos de combustíveis e energia contribuíram para o cenário em vários deles. As guerras no Irã e na Ucrânia elevaram drasticamente os preços do diesel em todo o continente.
Para Andrew Kenningham, economista-chefe para a Europa da Capital Economics, não há um único gatilho para os distúrbios. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que o aumento nos custos de energia pode estar contribuindo, mas é menor do que o de 2022, no início da guerra entre Rússia e Ucrânia, quando não houve protestos violentos comparáveis.
Apesar das diferenças entre os países, as manifestações colocam os governos diante de um problema semelhante: como melhorar as condições de vida e manter os serviços públicos, ao mesmo tempo que apoiam as famílias e controlam finanças públicas já sobrecarregadas.
Para quem acompanha o euro hoje, o desenrolar dos protestos e a resposta dos governos europeus tendem a ser fatores de atenção nos próximos dias.
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