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Moët & Chandon lidera ranking mundial com marca avaliada em US$ 2,3 bilhões

Moët & Chandon lidera ranking mundial com marca avaliada em US$ 2,3 bilhões

Relatório da Brand Finance aponta crescimento de 12% no valor da marca francesa em 2026, enquanto outras maisons de champane também avançam no ranking internacional

A Moët & Chandon mantém a primeira posição entre as marcas de champanhe e vinho mais valiosas do mundo, segundo o relatório Alcoholic Drinks 2026, divulgado pela consultoria Brand Finance. O valor da marca francesa chegou a US$ 2,3 bilhões, uma alta de 12% em relação ao ano anterior.

O levantamento reúne dez marcas que, juntas, representam US$ 8,2 bilhões em valor estimado. Entre os principais resultados está o crescimento das casas de champanhe, que ocuparam as três primeiras posições em valorização percentual no estudo.

Os números chegam em um momento de mudanças no consumo mundial de vinho, marcado pela redução dos volumes comercializados e por ajustes nos hábitos de compra.

Veuve Clicquot e Dom Pérignon também registram crescimento

A Veuve Clicquot apresentou o maior crescimento percentual do ranking, com valorização de 39% e valor estimado em US$ 1,4 bilhão. A marca passou da quarta posição, em 2025, para o segundo lugar em 2026.

A Dom Pérignon também avançou. Seu valor de marca cresceu 21%, alcançando US$ 300 milhões, o que a colocou na nona posição da lista.

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Além da liderança financeira, a Moët & Chandon obteve 80,3 pontos no Índice de Força da Marca (BSI), indicador utilizado pela Brand Finance para avaliar aspectos como reconhecimento, percepção do consumidor e desempenho comercial. A classificação recebida foi AAA-.

Nesse critério, a primeira posição ficou com a Barefoot, que alcançou 85,1 pontos e classificação AAA. A marca registrou crescimento de 2% em seu valor, estimado em US$ 1,3 bilhão.

Consumo mundial de vinho recua e afeta marcas do setor

O desempenho das casas de champanhe contrasta com os resultados de parte das marcas de vinhos tranquilos, categoria que inclui tintos, brancos e rosés sem efervescência.

De acordo com dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), citados no estudo, o consumo mundial de vinho caiu quase 3% em 2025, totalizando 208 milhões de hectolitros.

Entre as seis marcas de vinhos tranquilos presentes no ranking, quatro perderam valor. A Penfolds registrou retração de 32%, chegando a US$ 776 milhões, enquanto a chinesa Changyu apresentou queda de 22%, para US$ 641 milhões.

Yellow Tail e Beringer também tiveram resultados negativos, com recuos de 14% e 16%, respectivamente.

Segundo Henry Farr, diretor global do setor de bebidas alcoólicas da Brand Finance, a redução do consumo não eliminou a disposição de parte dos consumidores de gastar com marcas associadas a ocasiões especiais.

Na avaliação do executivo, a tradição das casas de champanhe, seu posicionamento no segmento premium e a ligação com celebrações ajudam a explicar os resultados registrados no levantamento.

O que o ranking indica para o mercado internacional de luxo?

Para quem acompanha o setor de luxo e os negócios internacionais, os dados oferecem uma perspectiva sobre o valor econômico de marcas ligadas ao consumo premium.

O champanhe mantém presença em diferentes segmentos desse mercado, incluindo gastronomia, hotelaria, eventos e experiências de alto padrão. Essas associações fazem parte do posicionamento comercial das grandes maisons e ajudam a explicar como elas são percebidas pelos consumidores.

No entanto, há uma distinção importante na leitura dos números. Os US$ 2,3 bilhões atribuídos à Moët & Chandon não representam seu faturamento anual nem o valor de mercado da empresa proprietária.

A Brand Finance utiliza uma metodologia baseada na estimativa de receitas futuras atribuíveis à marca e nos royalties que poderiam ser cobrados pelo uso comercial de seu nome. O cálculo considera também indicadores de força da marca e projeções financeiras.

Para investidores que acompanham companhias internacionais de bebidas e bens de luxo, o ranking funciona como uma referência sobre ativos intangíveis, mas não permite concluir, isoladamente, se uma empresa apresenta melhores resultados financeiros ou perspectivas de valorização.

Com os números de 2026, a Moët & Chandon permanece na liderança mundial em valor de marca na categoria champanhe e vinho. O levantamento também registra o avanço de outras casas francesas, em um período no qual o consumo global da bebida apresenta retração.

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