O euro hoje (16) fechou em queda frente ao real. A cotação do EUR/BRL foi a R$ 5,6961, com baixa de R$ 0,0218, ou 0,38%.
A inflação da zona do euro subiu para 3,8% em setembro de 2026, ante 3,2% em agosto, segundo o Eurostat, o serviço de estatística da União Europeia. Um ano antes, a taxa anual era de 2,2%, o que indica aumento das pressões inflacionárias na região.
Na União Europeia como um todo, a inflação anual também chegou a 3,8% em setembro, acima dos 3,2% de agosto. Em setembro de 2025, o índice estava em 2,6%.
Entre os países do bloco, a Suécia teve a menor taxa anual, de 1,0%, seguida por Hungria e Dinamarca, ambas com 2,1%. No outro extremo, a Romênia registrou a maior inflação, de 6,5%, seguida pela Lituânia, com 6,1%, e pela Bulgária, com 5,6%.
Presidente do BoE vê efeitos contidos, mas pede cautela
O presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, afirmou que os efeitos de segunda ordem da alta da energia sobre os preços seguem contidos até agora. Ele ressaltou, porém, que ainda é cedo para concluir que o risco inflacionário esteja superado.
Apesar do quadro de inflação, as principais bolsas da Europa encerraram o pregão no azul. Londres subiu 0,36%, Frankfurt avançou 0,96% e Paris ganhou 0,28%. O Stoxx 50 teve alta de 0,59%, aos 6.204,55 pontos, e o Stoxx 600 subiu 0,67%, aos 644,42 pontos.
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Ações da Eutelsat disparam
Enquanto isso, as ações da operadora francesa de satélites Eutelsat dispararam nesta semana, impulsionadas pela polêmica envolvendo o Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, na Ucrânia. Os papéis subiram 17,7% na sexta-feira (16) e acumulam valorização de 25% nos últimos cinco dias, após a notícia das dificuldades enfrentadas pela Starlink no país.
No início da semana, as tensões entre EUA e Ucrânia aumentaram depois que Kiev acusou a SpaceX, empresa de Elon Musk, de impor novas restrições ao Starlink, em sua versão de nível militar, sem aviso prévio. Segundo o governo ucraniano, a medida limitou a conectividade e reduziu a capacidade do país de se defender dos ataques russos.
O sistema Starshield, usado em aplicações militares, foi alvo de críticas depois que o acesso das forças armadas ucranianas aos seus sistemas foi repentinamente restringido.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, criticou os EUA e afirmou que o Starlink foi desligado no meio da noite. De acordo com ele, a interrupção impediu que drones ucranianos interceptassem ataques russos e contribuiu, em última análise, para a morte de civis.
“Eles sabiam o que estavam fazendo”, disse Zelenskyy. Ele afirmou que a questão não se resume a ataque, mas também à defesa de vidas, e que pessoas morreram porque não houve interceptores suficientes, incluindo aqueles que dependiam do Starlink e não funcionaram.






