O dólar hoje (16), encerrou as negociações cotado a R$ 5,0646, com queda de 0,63%, equivalente a uma desvalorização de R$ 0,0320 em relação ao fechamento anterior.
A moeda americana registrou oscilações ao longo do pregão, em uma sessão marcada pela divulgação de novas pesquisas eleitorais no Brasil e pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional.
Apesar do desempenho negativo nesta sexta-feira, a moeda norte-americana acumulou valorização de 1,75% na semana, segundo os dados da Reuters, refletindo a cautela dos investidores diante das perspectivas políticas e econômicas do país.
Dólar hoje: pesquisas eleitorais influenciam o mercado de câmbio
O cenário eleitoral brasileiro voltou a ocupar o centro das atenções dos investidores. Novas pesquisas sobre a disputa presidencial de 2026 apontaram um quadro de equilíbrio entre os principais candidatos, aumentando a sensibilidade do mercado financeiro às expectativas sobre a condução da política econômica nos próximos anos.
De acordo com a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46,8% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 45,9%.
A diferença de 0,9 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, configurando empate técnico.
Outro levantamento, realizado pelo Datafolha e divulgado na quinta-feira (15), também indicou uma disputa equilibrada. Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula, diferença que está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
A proximidade entre os candidatos contribuiu para movimentos de valorização do dólar em determinados momentos da sessão, diante das diferentes expectativas dos agentes financeiros sobre a política fiscal brasileira.
Cotação do dólar oscila durante o pregão
A cotação do dólar apresentou variações ao longo do dia, acompanhando a repercussão das pesquisas eleitorais e as movimentações do mercado internacional.
Segundo informações da Reuters, o dólar à vista chegou à mínima de R$ 5,0686 durante a manhã, por volta das 10h30, quando registrava queda de 0,39%.
Após a divulgação da pesquisa CNT/MDA, a moeda ganhou força e atingiu a máxima intradiária de R$ 5,0958, às 11h53, com valorização de 0,14%.
O movimento evidenciou a influência das expectativas políticas sobre os preços dos ativos brasileiros.
Entretanto, a pressão de baixa observada no exterior contribuiu para limitar a valorização da moeda americana frente ao real.
Queda do dólar no exterior ajuda a conter pressão sobre o real
Além das eleições brasileiras, o comportamento do dólar no mercado internacional teve papel importante na definição das cotações desta sexta-feira.
A moeda norte-americana perdeu força diante de outras divisas, acompanhando a redução das apostas de uma nova elevação dos juros nos Estados Unidos ainda neste mês.
Por volta das 17h05, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas internacionais, apresentava queda de 0,27%, aos 101,770 pontos.
A desvalorização internacional contribuiu para aliviar a pressão sobre o real, compensando parcialmente a cautela dos investidores em relação ao cenário eleitoral brasileiro.
As expectativas sobre os juros americanos continuam sendo acompanhadas de perto pelo mercado, já que mudanças na política monetária dos Estados Unidos podem influenciar o fluxo internacional de capitais e o comportamento das moedas de países emergentes, como o Brasil.
Dólar acumula alta de 1,75% na semana
Embora tenha registrado queda, o dólar encerrou a semana com valorização acumulada de 1,75%, segundo a Reuters.
O resultado semanal demonstra que as incertezas eleitorais continuaram exercendo influência sobre o mercado cambial brasileiro, mesmo diante do movimento de enfraquecimento da moeda americana no exterior.
No acumulado de 2026, entretanto, o dólar ainda apresenta desvalorização de 7,58%, de acordo com os números divulgados pela agência.
O comportamento da moeda ao longo dos próximos pregões deverá continuar condicionado à divulgação de novos indicadores econômicos, às expectativas sobre os juros americanos e ao avanço da disputa presidencial brasileira.






