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BTG (BPAC11) eleva projeção do dólar para R$ 4,92 ao fim do ano

BTG (BPAC11) eleva projeção do dólar para R$ 4,92 ao fim do ano

O banco BTG Pactual ($BPAC11) elevou sua projeção para o dólar ao fim do ano de R$ 4,86 para R$ 4,92. A projeção foi reajustada em função da continuidade de valorização do DXY e da “barra alta” para queda do risco-soberano. Além disso, o relatório aponta também que, caso fique clara a manutenção (e cumprimento) […]

O banco BTG Pactual (BPAC11) elevou sua projeção para o dólar ao fim do ano de R$ 4,86 para R$ 4,92. A projeção foi reajustada em função da continuidade de valorização do DXY e da “barra alta” para queda do risco-soberano.

Além disso, o relatório aponta também que, caso fique clara a manutenção (e cumprimento) das atuais regras fiscais e aprovação do IVA, o banco de investimentos acredita que uma redução mais proeminente do risco soberano pode abrir espaço para novas apreciações da moeda norte-americana.

O documento pontuou ainda que o mês de agosto surpreendeu os mercados com uma correção dos ativos, liderado pelo movimento das taxas de juros mais longas nos Estados Unidos. A união de diversos fatores técnicos e fundamentais ocorreram ao mesmo tempo. Em primeiro lugar, o mês é marcado pelo verão americano e pela redução da liquidez dos mercados, além de momento oportuno para “realizar” o lucro do primeiro trimestre.

Em segundo, o Tesouro americano acelerou o volume de leilões no terceiro trimestre (3TRI23), puxado pela programação do mês de agosto e focado em duration mais longas. Além disso, os novos dados revelaram um crescimento mais sólido nos EUA, levantando a discussão de uma política que ficará restritiva por mais tempo. E, por fim, outro fator que conta para a correção dos ativos é a aversão a risco em outros mercados, principalmente puxados pela deterioração do cenário de China.

Dólar: BTG (BPAC11) vê cenário doméstico marcado por prêmios de risco

Já no cenário doméstico, o documento do banco pontua que tem sido marcado por aumento nos prêmios de risco, em parte refletindo o cenário externo mais desafiador para mercados emergentes, mas também pelo retorno da incerteza fiscal local no radar dos formadores de preço.

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“No anseio do governo enviar seu orçamento em 2024 com déficit zerado, o mercado tem observado dois pontos com bastante receio: a superestimação do potencial arrecadatório das novas medidas em aprovação no Congresso e a possibilidade de alteração no recém aprovado marco fiscal para evitar o contingenciamento das despesas públicas no próximo ano”, diz trecho do relatório.

Dinâmicas das variáveis

Ainda de acordo com o relatório BTG, o indicador Dólar Global (DXY) foi o principal destaque desse mês, com fortalecimento em função do movimento de aversão ao risco, puxado pela curva de juros nos EUA. Movimento será testado pelos novos indicadores de inflação e principalmente, pela decisão de política monetária prevista para 20 de setembro, quando é esperada uma manutenção de taxa pelo Federal Reserve (Fed).

“Vale pontuar que o principal vetor que impediria a continuidade de um dólar forte seria a retomada clara de um posicionamento pró-risco no mercado americano”, diz outro trecho do relatório.

O mês de outubro pode ser importante nesse sentido pela temporada de resultados e pelo final do ciclo de aperto monetário. O diferencial de juros diminuiu, o que acabou reduzindo o apetite por estratégias de carrego, completa o relatório do BTG sobre o dólar.