O BB Investimentos manteve sem alterações sua carteira de dividendos para outubro. As dez ações escolhidas em setembro, cada uma com peso de 10%, seguem na seleção até o fim de novembro, quando termina o ciclo trimestral.
A troca de ativos ocorreu no mês passado, com base nos resultados do segundo trimestre de 2026. Ficaram na lista Banco ABC (ABCB4), Ambev (ABEV3), Allos (ALOS3), Axia (AXIA3), B3 ($B3SA3), Direcional (DIRR3), Petrobras (PETR4), Marcopolo (POMO4), Tim (TIMS3) e Vibra (VBBR3).
Setembro acima do índice, ano ainda abaixo
Em setembro, a carteira subiu 4,87%, à frente da alta de 4,45% do Índice de Dividendos da B3 (IDIV), usado como referência. Foi o melhor mês da seleção desde fevereiro, quando avançou 5,12%.
Sete dos dez papéis fecharam o mês no azul. Ainda assim, o desempenho de 2026 segue aquém do que a carteira entregou no ano passado.
“Apesar do bom desempenho este mês, no acumulado do ano a performance permanece abaixo do IDIV”, reconhece Rafael Reis, analista do BB Investimentos.
A distância é de quase cinco pontos percentuais: 8,24% da carteira contra 13,20% do índice. Julho explica boa parte dela, já que a seleção caiu 0,97% enquanto o IDIV subiu 3%.
Em prazos mais longos, no entanto, a comparação muda de lado. Em 36 meses, a carteira acumula retorno de 108,8%, ante 64,2% do IDIV. Em 24 meses, a vantagem é de 60,7% contra 37,4%, e em 12 meses a disputa fica apertada, com 23,9% e 23,1%.
Em 2025, a seleção subiu 62,50%, mais que o dobro dos 29,99% do índice. Desde janeiro de 2020, cada R$ 100 aplicados na carteira viraram R$ 251,50, contra R$ 192,70 no IDIV, considerando os proventos reinvestidos.
B3 lidera ganhos e Direcional pesa no mês
A B3 teve a maior alta de setembro, com valorização de 14,47%, seguida por Banco ABC (12,03%) e Allos (11,59%). Petrobras e Vibra avançaram 9,11% cada.
Na ponta oposta, a Direcional recuou 9,08% e a Marcopolo, 5%. A Tim ficou praticamente estável, com queda de 0,39%. Axia (4,20%) e Ambev (2,67%) subiram, mas abaixo da carteira e do próprio IDIV.
Rendimento médio esperado de 9,1%
Pelas projeções de consenso da Bloomberg compiladas pelo banco, a carteira tem dividend yield (rendimento em dividendos) médio esperado de 9,1%. O cálculo é anualizado e considera a média entre 12 e 24 meses.
Allos e Tim aparecem no topo, ambas com 11,9%, seguidas por Petrobras (11,4%), Axia e Marcopolo (10,1% cada). Vibra (6,1%), Ambev (6,3%) e B3 (6,5%) ficam abaixo da média, sinal de que o rendimento não é o único critério da seleção.
“A Carteira BB Dividendos seleciona trimestralmente as dez ações que, em nossa análise, apresentam o maior potencial de valorização entre empresas que consistentemente distribuem dividendos”, explica Reis.
A metodologia combina, com pesos diferentes, a regularidade dos pagamentos nos anos anteriores, a expectativa de proventos futuros e o desconto ou prêmio em relação aos múltiplos históricos. Entram ainda sinais de análise técnica para capturar oscilações de curto prazo.
Entre os múltiplos avaliados estão preço sobre lucro (P/L), preço sobre valor patrimonial (P/VP), EV/Ebitda e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido). Portanto, a próxima troca de ativos só deve ocorrer na virada para dezembro, quando termina o ciclo atual.






