O Bitcoin hoje (30) superou os US$ 85 mil após os dados de inflação dos Estados Unidos surpreenderem positivamente o mercado. A criptomoeda chegou perto de US$ 85,5 mil durante a manhã, mas devolveu parte da alta nas horas seguintes.
Por volta das 11h15, no horário de Brasília, o Bitcoin era negociado a US$ 84.307,76, com valorização de 0,80% no dia. Desde a divulgação do PCE, o ativo chegou a acumular uma alta superior a 1,6%. O avanço recolocou a criptomoeda acima da faixa em que o Bitcoin oscilava perto dos US$ 84 mil na semana anterior.
PCE reduz apostas em alta de juros pelo Fed
O PCE, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, avançou 0,3% em agosto, abaixo da expectativa de 0,4%. Em 12 meses, o índice ficou em 3,4%, ante projeção de 3,7%.
O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% no mês e acumulou alta de 3% em 12 meses. O mercado esperava uma variação anual de 3,3%. A leitura mais favorável reduziu as preocupações com uma inflação mais resistente nos Estados Unidos.
Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, destaca que o resultado alterou as apostas para a reunião de outubro do banco central americano.
“O resultado mais positivo contribuiu para reduzir as expectativas de uma alta de juros pelo FED em outubro. A probabilidade, que estava em 47,1% ontem, recuou para 35% após a divulgação do indicador. Esse movimento ocorre em um cenário no qual as expectativas já vinham sendo influenciadas por falas de dirigentes do FED, consideradas mais dovish. Na segunda-feira, a probabilidade de uma alta de juros em outubro era de 70%”, explicou Paixão.
Para dezembro, o mercado ainda precifica uma elevação de 0,25 ponto percentual nos juros americanos. Mesmo assim, a redução das apostas para outubro favoreceu os ativos de risco e contribuiu para a reação do Bitcoin e das bolsas internacionais.
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Bitcoin volta a mirar os US$ 87 mil
Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, afirma que a inflação abaixo do esperado reduz parte da pressão exercida pelos juros americanos sobre as criptomoedas. Para ele, a alta também valoriza a defesa recente do suporte de US$ 82 mil.
“A reação também reforça a importância da defesa recente dos US$ 82 mil. Agora, o primeiro alvo volta a ser a região dos US$ 87 mil, máxima recente. Caso o movimento ganhe força e esse patamar seja rompido, a principal resistência técnica aparece na média móvel de 100 semanas, próxima de US$ 89,7 mil”, analisa Fontes.






