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Bitcoin hoje sobe com petróleo em queda e ETFs voltando ao positivo

Bitcoin hoje sobe com petróleo em queda e ETFs voltando ao positivo

Criptomoeda ganha força com alívio geopolítico, queda do petróleo e entrada líquida nos ETFs, mas mercado ainda monitora o Fed

O Bitcoin hoje (15) opera em alta, impulsionado pela melhora do apetite global a risco após o avanço do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, a queda do petróleo e a volta dos ETFs à vista de Bitcoin para o campo positivo.

Por volta das 12h21, o Bitcoin subia 1,47%, cotado a US$ 66.678,62, segundo dados do Google Finance.

Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, destacou a volta do BTC a ser negociado acima dos US$ 65 mil, acumulando alta próxima de 4,2% em sete dias. O movimento recoloca a criptomoeda acima da média móvel de 200 semanas, um dos indicadores técnicos de longo prazo mais observados pelo mercado.

Segundo Tota, o Bitcoin visitou essa média apenas quatro vezes em sua história. A última vez em que permaneceu mais de uma semana abaixo dela foi durante o colapso da FTX, em 2022. Por isso, a defesa da região dos US$ 60 mil ganhou relevância para investidores que acompanham ciclos mais longos do ativo.

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Bitcoin hoje: Acordo EUA-Irã melhora humor

O principal fator de melhora no mercado veio da geopolítica. Após semanas de tensão, Estados Unidos e Irã confirmaram que devem assinar um acordo de paz em 19 de junho, na Suíça.

Entre os pontos previstos no acordo estão a extensão do cessar-fogo por 60 dias, a reabertura do Estreito de Ormuz, a retirada do bloqueio naval americano, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a discussão sobre alívio de sanções e liberação de recursos congelados.

O acordo também prevê o encerramento permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Para o mercado cripto, o ponto mais importante é o impacto da notícia sobre o petróleo e sobre as expectativas de juros. Com a perspectiva de normalização do fluxo energético global, o petróleo caiu para a região dos US$ 80 por barril, reduzindo parte do temor com inflação global.

Petróleo cai e juros perdem pressão

A queda do petróleo ajuda a aliviar uma das principais pressões que vinham pesando sobre ativos de risco. Nas últimas semanas, o mercado chegou a atribuir probabilidade entre 30% e 40% para um segundo aumento de juros pelo Federal Reserve até meados de 2027, segundo Tota.

Após o anúncio do acordo entre EUA e Irã, essa possibilidade praticamente desapareceu. O cenário-base voltou a ser de apenas uma alta adicional de 0,25 ponto percentual mais à frente, reduzindo parte da pressão macroeconômica sobre bolsas, tecnologia e criptomoedas.

A quarta-feira também será marcada pela reunião do Fomc, a primeira comandada por Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve. O mercado atribui mais de 98,5% de probabilidade para manutenção dos juros na faixa atual, entre 3,5% e 3,75%.

Com isso, o foco dos investidores deve ficar no comunicado e no tom do Fed sobre inflação, crescimento econômico e próximos passos da política monetária.

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ETFs dão respiro

Outro sinal positivo veio dos ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos. Depois de semanas de forte pressão vendedora, os fundos registraram entrada líquida de US$ 85,9 milhões na última sexta-feira.

O valor ainda é pequeno em comparação com as saídas recentes, que chegaram a US$ 400 milhões, US$ 500 milhões e até US$ 700 milhões em algumas sessões. Ainda assim, a mudança de direção foi recebida como um sinal relevante pelo mercado.

Segundo a Boost Research, o fluxo positivo encerrou uma sequência de quatro sessões consecutivas no vermelho, período em que as saídas somaram mais de US$ 400 milhões. Para André Franco, CEO da casa, a virada dos ETFs reforça a sustentação do Bitcoin acima dos US$ 65 mil.

A Boost também destaca que a configuração técnica atual, com alto open interest e taxas de financiamento em queda, costuma aparecer em momentos de possível reversão. Nesse tipo de ambiente, o mercado começa a subir enquanto o sentimento ainda permanece pessimista, criando condições para movimentos de recomposição de posições vendidas.

Altcoins acompanham, mas BTC lidera

As altcoins também acompanham a recuperação, mas sem mudança relevante de liderança. A dominância do Bitcoin permanece ao redor de 59,2%, sinalizando que o mercado ainda prefere buscar segurança na principal criptomoeda antes de assumir mais risco em outros ativos digitais.

Entre os destaques citados pelo Mercado Bitcoin, o Ethereum sobe mais de 3,2% e volta para a região dos US$ 1.727. Já a Hyperliquid lidera entre os principais ativos, com valorização superior a 10%, retornando para a faixa dos US$ 67.