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Suzano (SUZB3) lucra R$ 2,08 bilhões no 3T26, alta de 6%

Suzano (SUZB3) lucra R$ 2,08 bilhões no 3T26, alta de 6%

Joint venture com a Kimberly-Clark contribuiu com R$ 694 milhões para o Ebitda ajustado

A Suzano (SUZB3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 2,08 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 6% sobre o mesmo período do ano anterior. Na comparação com o segundo trimestre, o crescimento foi de 15%, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (5).

A receita líquida alcançou R$ 16,52 bilhões, avanço anual de 36%. O resultado passou a incorporar a Arbex, joint venture com a Kimberly-Clark, consolidada nas demonstrações financeiras da companhia desde 1º de julho.

O Ebitda ajustado somou R$ 5,67 bilhões, aumento de 9% em um ano e de 21% frente ao trimestre anterior. A margem do indicador, porém, ficou em 34%, ante 43% no terceiro trimestre de 2025.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,15 bilhão, avanço anual de 9%. A despesa com Imposto de Renda e Contribuição Social caiu 37%, para R$ 665,6 milhões, também contribuindo para o crescimento do lucro.

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Arbex passa a integrar o balanço

A Suzano detém 51% da Arbex e consolida 100% das demonstrações financeiras da sociedade. No trimestre, a joint venture respondeu por R$ 694 milhões do Ebitda ajustado do grupo.

O segmento de bens de consumo, que reúne a Arbex e a operação de papéis sanitários no Brasil, gerou Ebitda ajustado de R$ 803 milhões.

No negócio de celulose, o preço médio líquido de exportação atingiu US$ 591 por tonelada, 13% acima de um ano antes. O volume vendido, incluindo operações entre segmentos do grupo, totalizou 3,19 milhões de toneladas, recuo anual de 1% e alta trimestral de 8%.

Já o custo caixa de produção de celulose, desconsiderando paradas para manutenção, ficou em R$ 825 por tonelada. O valor caiu 2% frente ao segundo trimestre, mas aumentou 3% na comparação anual.

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Dívida sobe após a aquisição

A dívida líquida terminou setembro em R$ 76,3 bilhões, 15% acima do trimestre anterior. Segundo a Suzano, a alta reflete o pagamento pela participação na Arbex e a incorporação da dívida do negócio.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em dólares, subiu de 3,4 para 3,7 vezes. No cálculo pro forma, que incorpora 12 meses de Ebitda da Arbex, a relação ficou em 3,4 vezes.

O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 3,03 bilhões, em um trimestre que incluiu os desembolsos com a aquisição. No cálculo ajustado, que exclui investimentos além da manutenção e distribuições aos acionistas, houve geração de R$ 2,63 bilhões, 25% maior que no terceiro trimestre de 2025.