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Renner (LREN3) lucra R$ 246,4 milhões no 3T26, queda de 11,8%

Renner (LREN3) lucra R$ 246,4 milhões no 3T26, queda de 11,8%

Varejista retira projeções de crescimento da receita para 2026 e para o período de 2027 a 2030

A Lojas Renner (LREN3) registrou lucro líquido de R$ 246,4 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 11,8% sobre o mesmo período do ano anterior. O balanço divulgado nesta quinta-feira (5) mostra retração nas vendas e no resultado da operação de serviços financeiros.

Excluindo os efeitos extraordinários destacados pela companhia, relacionados a outros resultados operacionais do varejo e a juros Selic, o lucro foi de R$ 187,1 milhões, recuo de 24,5%.

A receita líquida de varejo somou R$ 3,03 bilhões, redução de 1,6% na comparação anual. As vendas nas mesmas lojas, medidas pelo SSS, caíram 2,5%.

O Ebitda total ajustado alcançou R$ 570,9 milhões, baixa de 3,9%. A margem, calculada sobre a receita do varejo, passou de 19,3% para 18,8%.

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Renner retira projeções de crescimento da receita

A companhia relacionou a revisão das projeções à pressão sobre a renda dos consumidores e à concorrência mais intensa, especialmente das plataformas internacionais. A decisão foi explicada pelo diretor-presidente, Fabio Adegas Faccio, na mensagem que acompanha o balanço.

“A atual conjuntura macroeconômica e competitiva aumentou o grau de incerteza reduzindo a previsibilidade do ritmo de crescimento da receita. Nesse contexto, optamos por descontinuar as projeções de crescimento da receita líquida para 2026 e para o período de 2027 a 2030”, afirmou a Renner em nota.

As demais projeções foram mantidas, incluindo a abertura de 50 a 60 lojas em 2026. Até setembro, o grupo havia inaugurado 22 unidades.

Segundo Faccio, a demanda se recuperou gradualmente ao longo do trimestre, mas em ritmo inferior ao esperado. A empresa informou que está ajustando o sortimento de produtos e os preços para atrair clientes e melhorar a conversão de vendas.

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Margem do varejo avança e Realize perde força

A margem bruta do varejo atingiu 55,5%, avanço de 0,4 ponto percentual e recorde para um terceiro trimestre, segundo a Renner. A companhia atribuiu a melhora a ganhos operacionais e aos efeitos favoráveis do câmbio, que compensaram a maior intensidade das promoções.

O Ebitda do varejo cresceu 3,2%, para R$ 530,3 milhões. Já o resultado de serviços financeiros da Realize caiu 49%, para R$ 40,7 milhões. As perdas com crédito, líquidas das recuperações, aumentaram 13%, para R$ 297,5 milhões.

No canal digital, o valor bruto de mercadorias, ou GMV, avançou 3,7%, para R$ 705,1 milhões. A participação nas vendas totais do varejo chegou a 17,5%, ante 16,7% um ano antes.

O fluxo de caixa livre foi de R$ 423,4 milhões, queda de 10,6%. A varejista encerrou setembro com aproximadamente R$ 2 bilhões em caixa e aplicações financeiras e caixa líquido de R$ 1,2 bilhão. Os investimentos no trimestre totalizaram R$ 236,7 milhões.