A Allos (ALOS3) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 291,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 131,4% sobre o mesmo período de 2025. Os números constam do balanço divulgado pela administradora de shoppings nesta quinta-feira (5).
Na base gerencial comparável, que ajusta mudanças nas participações em shoppings, a receita líquida sem o efeito contábil da linearização dos aluguéis somou R$ 776,5 milhões, alta de 18,2%.
O Ebitda ajustado, também sem esse efeito contábil, avançou 20,9%, para R$ 580,1 milhões. A margem ficou em 74,7%, ante 73,1% na base comparável do ano anterior.
O FFO, indicador calculado a partir do lucro com ajustes contábeis e de itens não recorrentes, alcançou R$ 384,5 milhões, avanço de 28,5% na mesma comparação gerencial.
Mídia e projetos imobiliários ampliam receitas
As receitas de mídia cresceram 44,7%, para R$ 82,4 milhões, e representaram cerca de 10% da receita bruta da Allos. A helloo ampliou sua atuação em aeroportos e encerrou o trimestre com operação publicitária em 12 terminais.
O desenvolvimento imobiliário gerou R$ 50,5 milhões em receitas, com contribuição do projeto no Shopping da Bahia, em parceria com a Moura Dubeux (MDNE3). O empreendimento Beach Class Bahia prevê 612 unidades residenciais conectadas ao centro comercial.
As despesas com vendas, gerais e administrativas recuaram 5,7%, para R$ 108,1 milhões. Entre os efeitos não recorrentes do trimestre, a companhia registrou R$ 47,9 milhões em ganhos com vendas e permutas de participações em shoppings.
Nas operações dos lojistas, as vendas somaram R$ 10 bilhões, crescimento de 3% na comparação entre portfólios equivalentes. As vendas nas mesmas lojas, medidas pelo SSS, aumentaram 2,5%.
A taxa de ocupação encerrou setembro em 95,2%, abaixo dos 96,5% de um ano antes. Segundo a Allos, o indicador foi afetado principalmente pela devolução de 16 lojas de um grupo de eletroeletrônicos em recuperação judicial. Os espaços já tinham novos contratos assinados ou negociações avançadas.
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Allos projeta proventos mensais em 2027
A companhia apresentou uma previsão de distribuição mensal de dividendos e/ou juros sobre capital próprio entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação ao longo de 2027. A faixa mantém o patamar previsto para 2026.
A estratégia considera uma alavancagem em torno de duas vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. No encerramento do terceiro trimestre, esse indicador estava em 1,8 vez, com dívida líquida de R$ 4,04 bilhões.
Os investimentos, excluídas as aquisições, totalizaram R$ 97,8 milhões no trimestre. Considerando a compra de participações em empreendimentos, os desembolsos chegaram a R$ 230 milhões.






