A Riachuelo (RIAA3) registrou lucro líquido de R$ 167,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 36,2% frente aos R$ 123,3 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. O valor representa o maior resultado da companhia para um segundo trimestre.
A receita líquida consolidada avançou 3,3%, para R$ 2,69 bilhões. O Ebitda cresceu 12,7%, para R$ 460,6 milhões, enquanto a margem Ebitda aumentou 1,4 ponto percentual, para 17,1%. Para garantir a comparabilidade, os números do 2T25 desconsideram o Midway Mall, vendido em dezembro de 2025.
Margem de vestuário atinge recorde
A receita líquida de vestuário cresceu 8,9%, para R$ 1,75 bilhão. As vendas nas mesmas lojas avançaram 7,8%, marcando o 12º trimestre consecutivo de expansão.
A margem bruta de vestuário chegou a 59,2%, ganho anual de 1,9 ponto percentual e maior patamar já registrado em um segundo trimestre. A companhia atribuiu o desempenho a ganhos de eficiência fabril, menos remarcações, avanços na precificação e melhora do mix de produtos.
“O lucro bruto de Vestuário totalizou R$ 1,0 bilhão no 2T26, crescimento de 12,5% em relação ao 2T25. A margem bruta de Vestuário manteve sua trajetória de evolução, alcançando 59,2%, expansão de 1,9 p.p. na comparação anual e o 11º trimestre consecutivo de crescimento”, afirma a Riachuelo.
O Ebitda de mercadorias aumentou 14,7%, para R$ 342 milhões, com margem de 17%, alta de 1,8 ponto percentual. Apesar da melhora operacional, o resultado antes dos impostos cresceu apenas 5,6%, para R$ 155,6 milhões.
O lucro líquido foi favorecido por um efeito tributário positivo de R$ 12,3 milhões, principalmente relacionado ao benefício fiscal dos juros sobre capital próprio.
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Crédito cresce, mas inadimplência longa sobe
A receita líquida de serviços financeiros avançou 6,5%, para R$ 684,2 milhões, enquanto o Ebitda do segmento cresceu 7,2%, para R$ 118,6 milhões.
A carteira de crédito com vencimento em até 360 dias aumentou 10,1%, para R$ 6,2 bilhões. Os empréstimos cresceram 39,7%, para R$ 1,06 bilhão, e a carteira de cartões avançou 5,5%, para R$ 5,14 bilhões.
“A provisão para perdas de crédito (PDD), líquida de recuperações e descontos, totalizou R$ 351,7 milhões no 2T26, aumento de 7,9% em relação ao 2T25. O crescimento ficou abaixo da expansão de 10,1% da carteira no período, refletindo a estratégia de crescimento com disciplina e rentabilidade ajustada ao risco”, afirma a companhia.
A inadimplência entre 15 e 90 dias recuou 0,6 ponto percentual, para 6,9%. Já os atrasos acima de 90 dias aumentaram 1,5 ponto percentual, para 18,9%.
O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 132 milhões, após uma geração positiva de R$ 143,3 milhões no 2T25. A companhia relacionou o consumo de caixa às necessidades de capital de giro e aos investimentos, que incluíram reformas de lojas e a automação do centro de distribuição.
No trimestre, a Riachuelo destinou R$ 90 milhões aos acionistas em juros sobre capital próprio, equivalentes a R$ 0,1793 por ação.






