O resumo da semana de 23 a 27 de janeiro destaca, no Brasil, a divulgação da prévia da inflação, que apesar de acima da projeção, foi considerada boa.
O mercado também acompanhou as confirmações de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras, e de Aloízio Mercadante no BNDES. Além, claro, do noticiário carregado de desdobramentos da crise na Americanas.
A possibilidade de uma moeda única entre Brasil e Argentina também deu o que falar.
Já no exterior, a semana foi de dois relevantes indicadores: PIB e PCE nos EUA.
A China, que vive uma reabertura pós-Covid, teve as bolsas fechadas por feriado ao longo de toda semana.
Veja o que mais foi destaque.
Resumo da semana no Brasil
Aberta a temporada de balanços
A Cielo (CIEL3) abriu a temporada de resultados do quarto trimestre, com lucro líquido de R$ 490,1 milhões, alta de 63,3%.
Confira aqui o calendário completo de divulgações.
Prévia da inflação em linha com o esperado
O IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 0,55% em janeiro, acima da expectativa de 0,52%. Apesar da alta, Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, considera o resultado bom para o médio e longo prazo.
“Quando a gente olha para a inflação de serviços, o núcleo tem uma desaceleração e a difusão também vem caindo de forma significativa, indicando um número bom, embora o número cheio ainda esteja pressionado”, analisa.

Prates na Petrobras e Mercadante no BNDES
O conselho de administração da Petrobras (PETR3; PETR4) confirmou o nome de Jean Paul Prates para a presidência da companhia. Ele assume interinamente, até a assembleia geral dos acionistas. O mercado reagiu mal à notícia, atento a mudanças na política de preços e de dividendos.
Já o conselho de administração do BNDES aprovou Aloizio Mercadante como presidente.
Moeda única Brasil-Argentina deu o que falar…
Na segunda-feira (23) foi grande a repercussão no mercado sobre o início de estudos para a criação de uma moeda comum, virtual, que seria usada nas transações comerciais entre Brasil e Argentina.
Sobre o tema, Alexandre Viotto, head de banking da EQI Investimentos, explica que os países e as empresas costumam escolher uma determinada moeda para as transações por conta de vários fatores. Mas o principal deles é a credibilidade.
“Para eu vender o meu produto lá fora a moeda da transação precisa ter credibilidade. Não é à toa que o dólar americano é a moeda do comércio exterior. Aproximadamente 80% de toda a transação feita no mundo é em dólar”.
Por conta disso, ele classifica a proposta de moeda única entre Brasil e Argentina de “ideia ruim”.
Entenda mais aqui e confira o vídeo.
Caso Americanas prossegue
A “novela” Americanas prossegue, com o STJ decidindo manter o bloqueio de R$ 1,2 bilhão pelo BTG (BPAC11). Também foi autorizado mandado de busca e apreensão de e-mails de diretores, membros do conselho e funcionários do setor de contabilidade.
No início da semana, repercutiu a carta aberta dos três acionistas principais da empresa, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, alegando que “jamais tiveram conhecimento” do rombo contábil de R$ 20 bilhões e que “nunca admitiriam manobras ou dissimulações contábeis” na varejista.
Vale lembrar que o pedido de recuperação judicial da empresa aponta dívidas de R$ 43 bilhões com mais de 16 mil credores.
Não perca na semana que vem…
Na próxima semana, o destaque será a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que deve manter a Selic, taxa básica de juros, em 13,75%.
Mais importante do que a decisão em si será o comunicado, com as expectativas de inflação e possíveis sinais de quando terá início o ciclo de queda dos juros.
Resumo da semana no exterior
PIB EUA surpreende positivamente
Na quinta (26), foi anunciado PIB dos EUA de 2,9% no quarto trimestre de 2022, acima da projeção de 2,6%.
O economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, vê com reservas o resultado.
“Boa parte desse resultado vem do aumento dos estoques e dos gastos do setor público. Da parte de investimentos, foi o terceiro trimestre seguido negativo, o que faz com que os números não sejam de encher os olhos”, diz.
Por isso, ele projeta um PIB fraco em 2023. “Projetamos um crescimento negativo para os dois primeiros trimestres de 2023, com uma leve recuperação em seguida”, explica o analista.
Na próxima semana, o Fed define a nova taxa de juros e a expectativa do mercado é que haja um aumento de menor magnitude – possivelmente, 25 pontos-base.

PCE em linha
O PCE, indicador preferido do Federal Reserve (Fed) para acompanhar a inflação, subiu 0,1% em dezembro (5% na comparação anualizada), em linha com as expectativas.
“A nossa impressão é que o Fed não vai parar de aumentar juros enquanto a inflação não estiver abaixo de 3%”, disse o economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz.
A meta estabelecida pelo presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, para a inflação, é de 2%.
Kautz acredita, porém, que o processo de subida de juros para conter a inflação está perto do fim.
“A inflação parece estar em uma trajetória de queda. Quando a gente anualiza a média móvel dos últimos três meses, consegue chegar a 2,9%, perto da meta. Mas, por ora, mantemos nosso teto de juros em 5,5%”, conclui o analista.
Vale dizer que, na próxima quarta-feira (1), o Fed anuncia a nova taxa de juros dos EUA. A expectativa dominante é de alta de 25 pontos-base.

Demissões nas techs
A semana também foi agitada por mais anúncios de demissões em massa nas gigantes de tecnologia. Amazon, Google, Meta, Microsoft e Twitter já demitiram, desde novembro do ano passado, 51 mil pessoas.
A onda de demissões vem após as muitas contratações durante a pandemia e diante da expectativa de recessão mais adiante.
Fim do feriado na China
Depois de uma semana inteira de bolsa fechada, a China retorna, na segunda (30), tendo que passar no teste da “vida normal” – tendo passado o primeiro feriado prolongado após a derrubada das medidas de Covid zero. As commodities seguem impactadas positivamente pela expectativa de crescimento de demanda do país.
Não perca na próxima semana…
Você tem um encontro marcado, terça-feira (31), às 18h15, com Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos, e Roberto Lee, CEO da Avenue.
Eles vão explicar, na live Estratégias e Oportunidades em Investimentos Internacionais, como dolarizar investimentos, garantindo maior diversificação para a carteira e redução de riscos, evitando que o investidor fique refém da economia de seu próprio país.
Além da proteção, os investimentos internacionais possibilitam a construção de uma renda em dólares.

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