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Petróleo hoje dispara com escalada no Oriente Médio e novo fechamento do Estreito de Ormuz

Petróleo hoje dispara com escalada no Oriente Médio e novo fechamento do Estreito de Ormuz

Alta do petróleo é impulsionada pelo agravamento do conflito entre Irã e EUA e novas restrições no Estreito de Ormuz, rota-chave para o fornecimento global

Os preços do petróleo hoje (20) avançam com força, impulsionados pela intensificação das tensões no Oriente Médio e pelo novo fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de energia.

Por volta das 7h40 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, subia cerca de 4,9%, cotado a US$ 94,81 por barril. Mais cedo, na abertura dos mercados asiáticos, a commodity chegou a registrar ganhos ainda mais expressivos, com o Brent avançando até 6,88%, a US$ 96,60, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, saltava 8,04%, para US$ 90,59.

O movimento ocorre após o agravamento do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos. No fim de semana, a mídia estatal iraniana informou que o país voltou a impor restrições à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, depois de acusar Washington de violar um cessar-fogo e atacar embarcações iranianas.

O estreito, responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo e gás, já vinha operando sob forte instabilidade desde o início do conflito. Agora, com o bloqueio reforçado, aumentam os temores de interrupção prolongada na oferta.

Em resposta, o Irã prometeu “responder em breve” à apreensão de um de seus cargueiros pela Marinha dos Estados Unidos, o que elevou ainda mais a percepção de risco entre investidores.

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Segundo o analista Chris Weston, da Pepperstone, a paralisação dos fluxos pelo Estreito de Ormuz força o mercado a rever expectativas. “Os operadores estão reavaliando as probabilidades e o cronograma para uma normalização logística”, afirmou.

Na semana passada, os preços haviam recuado diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado no fim de fevereiro. No entanto, Teerã descartou participar de novas conversas, o que contribuiu para a nova escalada nos preços.

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