O Grupo Panvel (PNVL3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 38,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 39,1% frente aos R$ 28 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. A margem líquida ajustada avançou 0,4 ponto percentual, para 2,4%.
A receita bruta consolidada aumentou 15,7%, para R$ 1,64 bilhão, enquanto a receita líquida cresceu 14,9%, para R$ 1,51 bilhão. O Ebitda ajustado alcançou R$ 88,5 milhões, alta de 26,4%, com expansão de 0,4 ponto percentual na margem, para 5,4%.
Pelo padrão contábil IFRS 16, o lucro líquido foi de R$ 30,4 milhões, avanço de 21%. Na base sem os efeitos da norma de arrendamentos, utilizada pela companhia para comparações históricas, o resultado não ajustado somou R$ 32,8 milhões, alta de 26,1%.
Vendas digitais da Panvel avançam 59,8%
A receita bruta do varejo cresceu 15,8%, para R$ 1,63 bilhão. As vendas nas mesmas lojas avançaram 13,5%, enquanto as unidades maduras apresentaram crescimento de 11,4%.
A venda média mensal por loja aumentou 13,1%, para R$ 819 mil. O ticket médio ficou em R$ 97,80, alta de 6,4% em um ano.
O canal digital respondeu por uma fatia recorde de 33,7% da receita bruta do varejo, avanço de 9,3 pontos percentuais frente ao 2T25. As vendas digitais cresceram 59,8%.
“O canal digital foi o grande destaque do trimestre”, afirma a administração.
O aplicativo da Panvel liderou o crescimento, com alta de 155,9% nas vendas, e passou a representar 63,4% do faturamento digital. Os downloads do aplicativo aumentaram 40,8%, enquanto o número de usuários ativos cresceu 49,7%.
Os clientes que compram tanto nas lojas quanto nos canais digitais passaram a representar 19,5% da base ativa, expansão de 4,4 pontos percentuais. A companhia realizou 845 mil entregas no trimestre, com nível de serviço de 94,3%.
A Panvel encerrou junho com 664 lojas, 15 a mais do que um ano antes. Durante o trimestre, foram inauguradas sete unidades e encerradas quatro lojas maduras que não atendiam aos critérios de vendas e rentabilidade da companhia.
Panvel amplia participação no mercado do Sul
A participação da Panvel no mercado farmacêutico da Região Sul aumentou 1 ponto percentual em um ano, para 13,5%. A companhia registrou ganhos nos três estados da região.
No Rio Grande do Sul, a participação avançou 1,1 ponto percentual, para 22,4%. Em Santa Catarina, cresceu 0,9 ponto, para 7,9%, enquanto no Paraná aumentou 0,8 ponto, para 7,5%.
Nos medicamentos, a participação de mercado chegou a 13,1%, alta de 1,3 ponto percentual. Em higiene e beleza, o indicador avançou 0,5 ponto, para 15,2%.
Os produtos exclusivos da Panvel representaram 19,2% das vendas de higiene e beleza, crescimento de 1,2 ponto percentual. Considerando todas as vendas do varejo, a marca própria respondeu por 7,5% do total e apresentou expansão de 20,7%.
Despesas menores compensam pressão na margem
O lucro bruto consolidado aumentou 13,9%, para R$ 493,9 milhões. A margem bruta, entretanto, recuou 0,5 ponto percentual, para 30,2%.
Segundo a Panvel, a redução refletiu o reajuste de medicamentos autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos em um patamar inferior ao do ano anterior, além da maior participação de medicamentos de marca e da categoria GLP-1 nas vendas.
A companhia compensou essa pressão com a diluição das despesas. Os gastos com vendas passaram de 23% para 22,3% da receita bruta, enquanto as despesas gerais e administrativas recuaram de 2,7% para 2,5%.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 11,1 milhões, piora de 8,9%. A Panvel afirmou que os efeitos da Selic mais elevada foram amenizados pela redução da alavancagem e pelo custo da dívida abaixo do CDI.
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Fluxo de caixa livre cai 94,4%
O fluxo de caixa operacional recuou 48%, para R$ 37 milhões. Após investimentos de R$ 35,1 milhões, o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 1,9 milhão, queda de 94,4% frente aos R$ 33,8 milhões do 2T25.
A redução ocorreu principalmente pelo consumo de R$ 71,5 milhões no ciclo de caixa. Os estoques terminaram o trimestre com prazo médio de 96 dias, melhora de três dias em um ano.
“A geração de fluxo de caixa livre permaneceu positiva pelo sexto trimestre consecutivo”, afirma a companhia.
A dívida líquida aumentou ligeiramente, de R$ 316,9 milhões para R$ 319,2 milhões. Apesar disso, a relação entre dívida líquida e Ebitda recuou de 1,1 para 0,91 vez, favorecida pelo crescimento do resultado operacional.
No primeiro semestre, a receita bruta da Panvel cresceu 15,7%, para R$ 3,21 bilhões. O Ebitda ajustado avançou 26,1%, para R$ 169,8 milhões, enquanto o lucro líquido ajustado aumentou 38,7%, para R$ 77,5 milhões.






