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Moura Dubeux lucra R$ 173,9 milhões e bate recorde no 2T26

Moura Dubeux lucra R$ 173,9 milhões e bate recorde no 2T26

Resultado avançou 44,6% em um ano, com expansão das margens; lançamentos e vendas, porém, recuaram na comparação anual

A Moura Dubeux (MDNE3) registrou lucro líquido de R$ 173,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 44,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O montante representa o maior resultado trimestral da história da incorporadora.

A margem líquida alcançou 23,8%, expansão de 5,7 pontos percentuais na comparação anual. No primeiro semestre, o lucro somou R$ 329,4 milhões, alta de 72,8% sobre os seis primeiros meses de 2025.

A receita líquida cresceu 10%, para R$ 731,1 milhões. Já o Ebitda ajustado avançou 34,7%, para R$ 178,8 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada passou de 20% para 24,5%.

“É um resultado que naturalmente nos deixa satisfeitos. Mas, como tenho repetido nas últimas mensagens, mais importante do que comemorar um recorde é entender como chegamos até ele. Um trimestre recorde pode acontecer. Construir uma empresa capaz de entregar resultados de forma recorrente é algo bastante diferente”, afirmou Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, no release de resultados.

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Margens avançam com contribuição dos condomínios

O lucro bruto da Moura Dubeux atingiu R$ 281,9 milhões no trimestre, crescimento anual de 27,4%. A margem bruta subiu 5,3 pontos percentuais, para 38,6%, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%.

Segundo a companhia, a expansão foi impulsionada pela maior participação do modelo de condomínios. A receita líquida dessa operação cresceu 17%, para R$ 493,5 milhões, com o reconhecimento de taxas de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, em Fortaleza; Moura Dubeux Plaza, no Recife; e Salvador 220, na capital baiana.

A receita líquida do modelo tradicional de incorporação, por outro lado, recuou 2,3%, para R$ 237,7 milhões. As despesas comerciais aumentaram 12,5%, enquanto as administrativas avançaram 34,9%.

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Vendas e lançamentos recuam no trimestre

As vendas e adesões líquidas, considerando a participação da Moura Dubeux, totalizaram R$ 1,02 bilhão no segundo trimestre. O valor representa queda de 14,7% na comparação anual e de 1,6% em relação ao primeiro trimestre.

Os lançamentos somaram R$ 1,01 bilhão em valor geral de vendas (VGV) líquido, recuo de 45,7% em um ano. No semestre, entretanto, as vendas líquidas cresceram 17,6%, para R$ 2,05 bilhões, enquanto os lançamentos avançaram 2,5%, para R$ 2,32 bilhões.

“Pelo segundo trimestre consecutivo, superamos a marca de R$ 1 bilhão em vendas e adesões líquidas, alcançando R$ 1,018 bilhão no 2T26, praticamente estável em relação aos R$ 1,034 bilhão registrados no trimestre anterior. No primeiro semestre, foram R$ 2,052 bilhões, crescimento de 17,6% em relação ao 1S25”, destacou Villar.

A velocidade de vendas líquida dos últimos 12 meses encerrou junho em 51,1%. O estoque tinha valor de mercado próximo de R$ 4 bilhões, dos quais somente 2,7% correspondiam a unidades prontas.

A Moura Dubeux terminou o trimestre com dívida líquida de R$ 56,3 milhões, queda de 32,6% frente a março. A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido recuou de 4% para 2,5%, enquanto a geração de caixa alcançou R$ 27,2 milhões.

“Temos oportunidades relevantes à nossa frente, mas não acreditamos que oportunidade seja justificativa para perder disciplina. O cenário político-econômico brasileiro continua trazendo incertezas, juros elevados e menor visibilidade sobre algumas variáveis importantes. Isso reforça, e não reduz, nosso compromisso com uma gestão cuidadosa do caixa e do endividamento”, afirmou o executivo.