O Itaú Unibanco (ITUB4) apresentou uma visão otimista sobre o uso de inteligência artificial como motor de transformação estrutural durante o CEO Conference do BTG Pactual nesta semana. O banco destacou que 2026 será um ano de execução disciplinada, com foco em entregar resultados tangíveis a partir dos investimentos realizados em tecnologia e transformação digital nos últimos anos.
Segundo o BTG Pactual, o Itaú enfatizou que “a IA é vista como genuinamente transformacional, mas não como uma bala de prata”. O banco deixou claro que o progresso atual resulta de anos de transformação digital e de dados, permitindo ajustes de modelos em tempo real e uma compreensão mais profunda dos clientes além da perspectiva puramente creditícia.
A qualidade de crédito permanece como foco central, com expectativa de inadimplência estável apesar do cenário macro mais cauteloso. A disciplina de custos é evidente, com crescimento de despesas operacionais abaixo da inflação, mesmo com pesados investimentos continuados em tecnologia.
Crescimento seletivo
O banco demonstra confiança particular no crédito consignado privado, onde a execução tem sido forte sem canibalização material observada, enquanto a exposição a segmentos de baixa renda permanece limitada.
O BTG destaca que “muito do upside de lucros vislumbrado para o próximo ciclo já foi ‘plantado’ em 2025 e deve continuar em 2026, posicionando o Itaú para defender participação e rentabilidade em seus segmentos core”.
As oportunidades de crescimento permanecem seletivas, com tração sólida em PMEs, apoiada por um canal digital bem estruturado. O banco notou que o crescimento do lucro antes de impostos em 2026 deve correr aproximadamente no mesmo ritmo do ano passado (+13% a/a), assumindo o ponto médio do guidance e ajustando pelos dividendos já pagos.
O BTG Pactual mantém recomendação de compra para as ações do Itaú, considerando-o o nome preferido entre os bancos incumbentes, “melhor posicionado para navegar as mudanças estruturais em andamento no setor bancário brasileiro, apoiado por execução disciplinada, ganhos tangíveis de eficiência e forte histórico”.






