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Investimentos globais em data centers devem chegar US$ 31,6 trilhões até 2050

Investimentos globais em data centers devem chegar US$ 31,6 trilhões até 2050

Segundo a PwC, os investimentos globais devem subir de US$ 800 bilhões em 2026 para US$ 1,8 trilhão ao ano em 2050

O avanço da inteligência artificial impulsionou a expectativa de gasto global trilionário de infraestrutura, dentro da faixa de US$ 22 trilhões a US$ 50 trilhões até 2050, revela um estudo da consultoria PwC divulgado nesta quarta-feira (2). Os investimentos serão feitos em infraestrutura de rede, sistemas de armazenamento, servidores, aquisição e substituição recorrente de equipamentos.

Os Estados Unidos devem centralizar quase metade desses investimentos, podendo chegar aos US$ 15,1 trilhões, e para estabelecer onde a nova capacidade será instalada, dependerá de energia elétrica confiável, competitiva e de baixa emissão.

A WEG (WEGE3) é considerada pelos analistas Daniel Federle e Ricardo França, do Bradesco BBI, como bem-posicionada para se beneficiar de parte dessa expansão, por conta de seu portifólio diversificado de equipamentos e infraestrutura elétrica.

“O elevado volume projetado de investimentos e a importância da disponibilidade de energia reforçam as perspectivas de crescimento para a infraestrutura elétrica associada aos data centers”, afirmam os analistas.

Ciclo de investimentos nos data centers

Esse ciclo de Capex, despesas de capital, é diferente justamente porque os gastos anuais aumentam com o tempo, de US$ 800 bilhões em 2026 para US$ 1,1 trilhão em 2030 e US$ 1,8 trilhão em 2050.

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Esse aumento exponencial ocorre para financiar servidores, sistemas de armazenamento, CPUs, unidades centrais de processamento, e principalmente os GPUs, as unidades de processamento gráfico. Esses equipamentos cruciais para a IA costumam ficar obsoletos com o tempo e precisam ser substituídos.

“Essa trajetória se mantém mesmo que tensões geopolíticas restrinjam a oferta de chips avançados ou desviem a demanda para cargas de trabalho atendidas localmente”, segundo o artigo da PwC.

Para atender as demandas da inteligência artificial é preciso que o capital esteja disponível em uma quantidade suficiente para conseguir suprir todo o volume de recursos e às demandas computacionais.

Porém, essa alta demanda esbarra nos limites da disponibilidade de energia elétrica construída há décadas. E para os investimentos chegarem aos trilhões, eles dependem da rapidez e da consistência de que a eletricidade poderá abastecer os data centers.

Por que a energia elétrica pode ser tão crucial nesse ramo?

As cinco forças que determinarão onde o investimento em capital será direcionado são: energia, latência e conectividade, segurança e hospedagem em regiões confiáveis, acesso a GPUs e profundidade do ecossistema, segurança regulatória e aceitação pela comunidade.

E não é por acaso que a energia elétrica é a primeira da lista, esse é um dos ativos mais importantes e mais difíceis de se obter de forma acessível, confiável e rápida.

Em conjunto a isso, os maiores obstáculos para os projetos saírem do papel são a capacidade de transmissão, disponibilidade de subestações e a entrega de transformadores com prazos mais longos.

“As operadoras estão levando cada vez mais soluções de geração própria para as instalações; embora isso beneficie projetos individuais, não elimina a necessidade de expansão da rede elétrica em escala de mercado”, aponta o relatório.

Descentralização e regionalização

A PwC também testou um cenário em que alguns países optem por desenvolver data centers em seus próprios territórios para atender cargas de trabalho consideradas essenciais à resiliência nacional — como as voltadas a serviços públicos, sistemas financeiros, saúde e IA soberana.

“Os polos globais estabelecidos perdem parte do prêmio associado à prestação de serviços internacionais, ao passo que mercados emergentes — que possuem demanda interna significativa, mas capacidade atual limitada — expandem sua infraestrutura além do que fariam em outras circunstâncias”, explica o documento.

A PwC estima que somente os EUA perdem cerca de US$ 2,9 trilhões.  No entanto, dentro da região, Brasil, Chile e Canadá registram ganhos impulsionados por um atendimento doméstico mais robusto a cargas de trabalho críticas. O Brasil, por exemplo, precisaria investir 24% mais para internalizar os seus projetos.

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