O GPA (PCAR3) registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 731 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), conforme a apresentação de resultados da companhia. A perda inclui uma provisão de R$ 467 milhões.
Desconsiderado esse efeito, o prejuízo consolidado ajustado ficou em R$ 264 milhões, redução de 32,8% frente aos R$ 392 milhões negativos do 3T25. A cifra comparativa também exclui créditos fiscais reconhecidos no ano anterior.
A receita bruta somou R$ 4,6 bilhões, queda de 6,5% na comparação anual. Apesar da retração nas vendas, o lucro bruto avançou 0,4%, para R$ 1,264 bilhão. A margem bruta passou de 27,6% para 30,7%.
Já o Ebitda ajustado pós-IFRS16 alcançou R$ 482 milhões, crescimento de 16,9% sobre o terceiro trimestre de 2025. A margem do indicador, que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, chegou a 11,7%, ante 9,1% um ano antes.
GPA reduz despesas e mantém foco em eficiência
As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 821 milhões no trimestre, recuo de 7,8% na comparação anual. O valor correspondeu a 19,9% da receita líquida, frente a 19,5% no 3T25.
Segundo o GPA, o plano de eficiência acumulou R$ 365 milhões em redução de despesas nos nove primeiros meses de 2026, em relação à base de referência da companhia. O montante representa 88% da projeção de economia para o ano.
Entre as iniciativas estão a reestruturação de tecnologia da informação, com previsão de reduzir em dois terços os gastos da área até 2028, e a redução de 20% do quadro administrativo em 2026.
Os investimentos somaram R$ 226 milhões entre janeiro e setembro. Para o ano completo, a companhia apresenta uma previsão de R$ 300 milhões a R$ 350 milhões. No acumulado de nove meses, o Ebitda ajustado pós-IFRS16 atingiu R$ 1,389 bilhão, alta de 12%.
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GPA projeta dívida menor com recuperação extrajudicial
A dívida líquida encerrou setembro em R$ 3,784 bilhões, ante R$ 2,940 bilhões um ano antes. Na simulação apresentada pelo GPA para os efeitos da recuperação extrajudicial, o saldo cairia para R$ 1,263 bilhão.
O cálculo considera os termos do plano, a amortização com R$ 293 milhões da venda da FIC e apenas a dívida remanescente a ser paga em dinheiro. A projeção também aponta alongamento do prazo médio dos créditos sujeitos à recuperação, de 2,1 anos para 6,4 anos.
O cronograma prevê uma captação de R$ 200 milhões em novembro. A emissão dos novos títulos e o reconhecimento contábil dos efeitos da renegociação estão previstos para dezembro. Esses efeitos ainda não estão incorporados ao resultado reportado do 3T26.






