O Grupo Fleury (FLRY3) registrou lucro líquido de R$ 221,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 45,7% frente aos R$ 152,3 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.
A margem líquida aumentou 2,05 pontos percentuais, de 7,5% para 9,6%. A receita bruta avançou 14,4%, para R$ 2,51 bilhões, com crescimento orgânico de 12,1%. O Ebitda somou R$ 612,9 milhões, alta de 15,2%, enquanto a margem passou de 26,3% para 26,5%.
Receita cresce em todas as divisões
A operação de medicina diagnóstica voltada ao consumidor, denominada B2C, apresentou crescimento de 15% na receita, para aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Desconsideradas as aquisições realizadas nos últimos 12 meses, a expansão foi de 11,6%.
A marca Fleury cresceu 12%, enquanto as demais marcas de São Paulo avançaram 27,7%, com alta orgânica de 12,9%. As operações de Minas Gerais aumentaram 19,2%, impulsionadas pelo desempenho orgânico e pela aquisição do Hemolab. Rio de Janeiro e marcas regionais cresceram 8,9% e 10,2%, respectivamente.
No B2B, a receita subiu 12,2%, para R$ 545,1 milhões. Segundo a companhia, o negócio Lab-to-Lab ganhou participação nos gastos dos clientes com exames básicos, enquanto o atendimento a hospitais foi favorecido por um surto de influenza durante o trimestre.
A divisão de Novos Elos registrou receita de R$ 201,8 milhões, crescimento de 15,9%. O Fleury destacou o avanço generalizado das atividades, principalmente nos serviços de infusão de medicamentos não oncológicos.
Margem e geração de caixa avançam
O lucro bruto cresceu 22%, para R$ 644,1 milhões. A margem bruta alcançou 27,8%, avanço de 1,73 ponto percentual, apoiada pelo aumento dos volumes e pela diluição de custos fixos relacionados a pessoal e serviços médicos.
As despesas operacionais aumentaram 14,2%, para R$ 252,4 milhões, mas permaneceram equivalentes a 10,9% da receita líquida. As despesas gerais e administrativas apresentaram diluição de 0,15 ponto percentual.
A geração operacional de caixa atingiu R$ 695,8 milhões, alta de 42,9%. A conversão de caixa acumulada nos últimos 12 meses correspondeu a 100,5% do Ebitda.
O Capex recuou 46,5%, para R$ 75,7 milhões. Os investimentos em tecnologia e projetos digitais caíram 77,2%, enquanto os recursos destinados à renovação de equipamentos e à manutenção diminuíram 46,2%. Em sentido contrário, os investimentos em novas unidades e na ampliação da oferta cresceram 40,6%.
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Alavancagem fica em 1,1 vez
A dívida líquida encerrou junho em R$ 2,42 bilhões, ante R$ 2,32 bilhões no 2T25 e R$ 2,28 bilhões no trimestre anterior. A relação entre dívida líquida e Ebitda permaneceu em 1,1 vez, distante do limite de três vezes estabelecido pelos contratos financeiros.
O caixa terminou o período em R$ 2,04 bilhões. O prazo médio da dívida ficou em 2,8 anos, com custo equivalente ao CDI acrescido de 1% ao ano. A classificação de crédito apresentada pelo Fleury foi AAA.br, com perspectiva estável.
O retorno sobre o capital investido, desconsiderada a mais-valia da combinação de negócios com o Hermes Pardini, alcançou 17,8%. O indicador acumula crescimento de 3,8 pontos percentuais desde o segundo trimestre de 2023.
No primeiro semestre, a receita bruta do Fleury aumentou 12,3%, para R$ 4,92 bilhões. O Ebitda avançou 12,9%, para R$ 1,22 bilhão, enquanto o lucro líquido cresceu 27,6%, para R$ 423,1 milhões.






