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Fleury e Oncoclínicas: O que esperar do balanço do 1º trimestre

Fleury e Oncoclínicas: O que esperar do balanço do 1º trimestre

Safra projeta resultado sólido para a rede de diagnósticos e mantém recomendação de venda para a oncologia, cujo foco do mercado está na liquidez e não nos números operacionais

O banco Safra divulgou suas prévias para os resultados do primeiro trimestre de 2026 de Fleury (FLRY3) e Oncoclínicas (ONCO3), pintando cenários opostos para as duas empresas do setor de saúde.

Enquanto a rede de diagnósticos deve apresentar crescimento sólido de receita e margem, a operadora de oncologia segue imersa em preocupações financeiras que colocam a sobrevivência operacional no centro das atenções. O relatório é assinado pelos analistas Ricardo Boiati, Thiago Marmo e Rafael Une.

Fleury cresce com premium e M&As

Para a Fleury, os analistas projetam receita líquida de R$ 2,214 bilhões no trimestre, alta de 10% na comparação anual.

“Tendências mais fortes no B2C em marcas premium, junto com a contribuição de aquisições recentes, devem manter a dinâmica de receita construtiva”, afirmam Boiati, Marmo e Une.

O crescimento é puxado pela marca Fleury, com expansão de 8% na linha de receita, e pelo bom momento do segmento a+ em São Paulo, com a área de imagem premium liderando o crescimento de volumes. O canal B2B segue como um obstáculo gerenciável após o reajuste anterior de contratos, com índice de glosas estável em 1,4% da receita.

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O EBITDA ajustado deve somar R$ 614 milhões, alta de 12% no ano, com margem de 27,7% — expansão de 56 pontos-base.

“Prevemos EBITDA ajustado de R$ 614 milhões, com margem de 27,7%, expansão de 56 pontos-base na comparação anual”, detalham os analistas.

Abaixo do EBITDA, o resultado financeiro deve piorar 20% por conta da elevação dos juros, limitando o lucro líquido a R$ 189 milhões, praticamente estável no ano.

O fluxo de caixa livre deve permanecer sólido em R$ 65 milhões, sustentado por margens resilientes e ritmo disciplinado de investimentos. O Safra mantém recomendação de Outperform para FLRY3 com preço-alvo de R$ 19,00.

O resultado do Fleury será conhecido no dia 7 de maio (quinta-feira), após o fechamento dos mercados.

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Oncoclínicas: caixa é o que importa

O cenário da Oncoclínicas é radicalmente diferente. Os analistas projetam queda de 10% na receita na comparação anual e fluxo de caixa livre negativo de aproximadamente R$ 400 milhões.

“O resultado em si dificilmente moverá a tese neste momento, já que o foco claramente se deslocou para a geração de caixa, o serviço da dívida e a posição de liquidez da companhia”, afirmam Boiati, Marmo e Une.

A dívida líquida deve encerrar o trimestre em R$ 3,4 bilhões, equivalente a 4,5 vezes o EBITDA, com posição de caixa de apenas R$ 217 milhões.

“Isso ilustra o quanto é importante para a companhia encontrar formas de ampliar sua liquidez”, alertam os analistas.

O resultado líquido segue pressionado por despesas financeiras e depreciação, enquanto a dinâmica adversa de capital de giro e a fraca conversão de caixa mantêm a atenção do mercado longe dos números operacionais.

O Safra mantém recomendação de underperform (venda) para ONCO3 com preço-alvo de R$ 2.

O resultado da Oncoclínicas será divulgado no dia 14 de maio.

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