O euro hoje fechou cotado a R$ 6,1604, alta de 0,52% (+R$ 0,0317) frente ao real. O dia na Europa foi marcado pela decisão do Banco da Inglaterra (BoE), que elevou os juros de 3,75% para 4% ao ano, em linha com o esperado, e por um novo episódio de falsas ameaças de bomba que interrompeu o tráfego aéreo em várias cidades do continente.
A sessão começou positiva, embalada por balanços corporativos melhores do que o esperado. Ao longo da manhã, porém, a confirmação do aumento de juros no Reino Unido e a alta do petróleo trouxeram cautela aos investidores, por causa da pressão inflacionária.
No fechamento, as bolsas europeias tiveram desempenho misto: Londres e Frankfurt recuaram 0,43%, Paris avançou 0,34%, e o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,38%, aos 654,87 pontos.
Ameaças falsas atingem voos
Fora do mercado financeiro, a quinta-feira foi de tensão nos céus europeus. Voos de diferentes companhias foram alvo de falsas ameaças de bomba, pela segunda vez nesta semana, o que interrompeu o tráfego aéreo em Londres, Dublin e Helsinque, entre outras cidades. Segundo a Reuters, pelo menos 27 voos foram afetados, alguns obrigados a fazer pousos inesperados e outros escoltados por caças.
Na terça-feira, sete aviões de passageiros, dois deles saindo do Reino Unido, já haviam sido alvo de suspeitas semelhantes, descritas pelo governo britânico como “ameaças falsas maliciosas”.
A Finnair informou que dois voos receberam ameaças consideradas infundadas: um de Helsinque para Roma, com 144 passageiros e 7 tripulantes, e outro de Helsinque para Viena, com 177 passageiros e 6 tripulantes. Ambos pousaram em segurança, e as autoridades locais não encontraram nada de anormal. “As ameaças são quase sempre infundadas”, afirmou a companhia em comunicado.
A Wizz Air confirmou à CNBC que um voo de Milão para Bucareste e outro para Varsóvia foram alvo de ameaças. O primeiro pousou em segurança e foi liberado após verificações; o segundo foi desviado. A Aer Lingus desviou para a Normandia um voo de Dublin para Roma, e a polonesa LOT relatou ameaças a dois voos que partiam de Varsóvia, ambos liberados após inspeção.
Para quem acompanha o euro hoje, o cenário combina um Banco da Inglaterra mais duro na política monetária, preços de petróleo em alta e um ambiente de incerteza no setor aéreo europeu.
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