Os dados prévios do primeiro trimestre do ano, que antecedem a divulgação dos balanços financeiros, indicaram que as empresas de e-commerce terão um ambiente competitivo mais desafiado. E relatório do banco Safra aponta que, entre as companhias destacadas, o Mercado Livre (MELI34) é quem deve se sair melhor, em comparação com outros pares como Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3).
De acordo com o relatório, o Mercado Livre deve se destacar no segmento em termos de crescimento, apesar da expectativa de uma margem EBIT menor na comparação anual, devido aos maiores custos e despesas necessários para enfrentar o cenário competitivo atual.
Por outro lado, Casas Bahia e Magazine Luiza devem apresentar crescimento mais modesto, o que tende a gerar leve pressão sobre as margens de Ebitda, de acordo com o relatório.
Desempenho por empresa
Com relação à Magazine Luiza, a empresa deve deve reportar vendas de R$ 9,5 bilhões, praticamente estáveis na comparação anual (+1%), já que o crescimento de lojas físicas (B&M) de 5%, na comparação anual, deve ser praticamente compensado pelo desempenho negativo do marketplace (3P), com queda de 12%; e vendas estáveis no modelo próprio (1P), diante da pressão contínua no segmento de eletrônicos e eletrodomésticos.
“Em termos de Ebitda, a estabilidade das vendas deve resultar em pressão sobre a margem (-27 pontos-base A/A). O prejuízo líquido é estimado em R$ 28 milhões no 1T26, frente a lucro de R$ 11 milhões no 1T25, impactado por maiores despesas financeiras decorrentes da alta de juros”, diz trecho do relatório.
PublicidadePublicidadeJá a expectativa em Casas Bahia, é de crescimento de 3% na receita líquida, sustentado por alta de 25% nas vendas 1P após alguns trimestres de ajustes de sortimento, impulsionadas pela parceria com o Mercado Livre. Esse desempenho deve ser mais do que compensado por vendas estáveis no 3P; e queda de 6% A/A nas lojas físicas, devido a uma base de comparação mais exigente, de acordo com o documento.
“A expectativa é de prejuízo líquido de R$ 274 milhões, frente a prejuízo de R$ 408 milhões no 1TRI25, refletindo melhora no resultado financeiro após a conversão de dívida em capital”, completa o relatório do Safra.
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