A Raízen (RAIZ4) viu seu prejuízo líquido ter uma redução para R$ 1,641 bilhão no primeiro trimestre da safra 2026/27 – que abrange o período de abril até junho – ante perdas de R$ 1,843 bilhões do mesmo período do ano passado.
Além disso, o Ebitda mais do que dobrou na mesma base de comparação, saindo de R$ 1,888 bilhão para R$ 3,985 bilhões neste trimestre atual. A receita líquida atingiu R$ 51,4 bilhões frente a R$ 49,4 bilhões do mesmo período de 2025, tendo uma elevação de 4%.
“Expansão (do Ebitda) refletiu o melhor desempenho do segmento de Distribuição de Combustíveis, impulsionado pelo aumento dos volumes comercializados e pela captura de ganhos de eficiência em toda a companhia. Esse desempenho compensou os resultados inferiores do segmento de EAB (etanol, açúcar e bioenergia), impactado pela menor produção, menores volumes vendidos e pela redução dos preços realizados de açúcar, além da hibernação e alienação de cinco usinas na safra anterior”, informou a companhia.
Impactos do El Niño reduzem moagem da Raízen no início da safra 2026/27
A Raízen registrou uma redução de 2% no volume de cana processado no início da safra 2026/27, impactada pelas condições climáticas atípicas provocadas pelo fenômeno El Niño. Na comparação anual, considerando uma base ajustada para refletir o mesmo portfólio de 24 usinas da atual safra, a moagem caiu de 20,1 milhões para 19,7 milhões de toneladas.
Segundo a companhia, o maior volume de chuvas no início da safra provocou interrupções nas operações de colheita e afetou diretamente o processamento de cana no período.
A produtividade agrícola também recuou 3%. Entre os principais fatores apontados pela Raízen estão a colheita de cana ainda imatura, em razão do início antecipado das operações nesta safra, e o déficit hídrico registrado durante o desenvolvimento dos canaviais. As regiões de Andradina e Araçatuba, no interior de São Paulo, estiveram entre as áreas mais afetadas.
Apesar da menor moagem, a companhia alterou o perfil de produção em relação à safra anterior. O mix passou a apresentar maior participação de etanol, movimento explicado pela dinâmica de rentabilidade entre açúcar e etanol, além da estratégia comercial e da gestão do capital de giro.
O desempenho ocorre em um momento de início de safra marcado por condições climáticas menos favoráveis à operação agrícola. A combinação de chuvas excessivas durante a colheita e déficit hídrico em etapas anteriores do desenvolvimento dos canaviais trouxe desafios distintos para a produção da Raízen no período.
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