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BTG renova carteira de crédito privado isento de IR e inclui debênture da Brava Energia

BTG renova carteira de crédito privado isento de IR e inclui debênture da Brava Energia

Equipe de Credit Research do BTG elegeu oito títulos incentivados para junho, incluindo a Brava Energia após a oferta da Ecopetrol e excluindo a Vero

O BTG Pactual atualizou a carteira mensal de títulos incentivados de crédito privado e selecionou oito ativos isentos de Imposto de Renda para junho. A principal novidade é a entrada da debênture da Brava Energia (RRRP13), em meio à oferta de aquisição apresentada pela colombiana Ecopetrol, enquanto a Vero (VERO15) deixou a seleção.

A relação, batizada de Top Picks de Títulos Incentivados de Crédito Privado, reúne debêntures incentivadas e certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) voltados a investidores qualificados pessoa física.

São seis papéis atrelados ao IPCA e dois ao CDI, todos com isenção de Imposto de Renda para a pessoa física, característica que amplia o retorno líquido frente a alternativas tributadas de risco semelhante.

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Brava Energia entra após oferta da Ecopetrol

A inclusão da debênture da Brava Energia foi sustentada por três pilares na avaliação do banco. O primeiro é a oferta da Ecopetrol para adquirir até 51% da companhia, transação que tende a fortalecer o perfil de crédito da produtora de óleo e gás ao colocá-la sob o guarda-chuva de uma petroleira de escala muito maior.

Os outros dois são o crescimento da produção, puxado pelos campos de Atlanta, Papa Terra e Parque das Conchas, e a redução da alavancagem.

Os números recentes ajudam a sustentar a tese. No primeiro trimestre de 2026, o Ebitda ajustado da Brava somou R$ 1,6 bilhão, alta de 52% na comparação anual, com o lifting cost recuando para US$ 14 por barril.

A alavancagem caiu para 1,8 vez, ante 2,2 vezes no quarto trimestre de 2025. A companhia produziu 81 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025 e projeta chegar a cerca de 100 mil até 2027, com reservas provadas superiores a 459 milhões de barris.

Para o BTG, a operação carrega racional estratégico para os dois lados. A Brava ganha acesso à expertise da Ecopetrol em campos maduros e abre espaço para reduzir o custo da dívida. Já a colombiana adiciona cerca de 5,6% à própria produção e amplia as reservas provadas em 12,6%, com impacto considerado limitado sobre a sua alavancagem.

O banco enquadra o papel como estratégia sofisticada, dada a exposição à volatilidade do petróleo, ao risco de execução do plano de produção e ao risco regulatório da ANP.

Vero sai com juros altos e setor menos favorável

Na ponta contrária, a Vero (VERO15) deixou a carteira. O banco apontou a conjuntura de juros ainda elevada e a dinâmica menos favorável do setor como razões para a retirada. A casa ressalvou que a saída do papel da lista não implica recomendação de venda no mercado secundário e que quem já possui o ativo pode mantê-lo.

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IPCA domina a seleção de junho

Entre os títulos atrelados ao IPCA, o BTG manteve nomes de concessões e energia de perfil mais defensivo. A lista traz a Autopista Litoral Sul (PLSB1A), concessionária do corredor que liga Curitiba a Florianópolis, com rating AAA e duration de três anos. Inclui ainda a Eldorado (CRA0250080X e CRA0250080Y), do setor de celulose e controlada pela J&F, e o MetrôRio (MGPRA0), beneficiado pela unificação das Linhas 1, 2 e 4 e pela extensão da concessão até 2048.

Completam o bloco a Energisa Paraíba (SAELB7), distribuidora amparada pela fiança da holding Energisa e que teve rating ajustado de AAA para AA+ pela Fitch, e a Rialma (RALM11), projeto de transmissão com fiança bancária do BTG (60%) e do Bradesco (40%) até a conclusão das obras. No grupo atrelado ao CDI ficaram dois nomes do agronegócio, a 3tentos (CRA025008N8) e a SLC Agrícola (CRA025007PT), ambas com rating AA e classificadas como estratégia moderada.

Juros altos sustentam o apelo do crédito privado

O pano de fundo da seleção é uma curva de juros ainda pressionada. No fim de maio, a curva de DI futuro projetava taxas entre 13,5% e 14% ao ano, patamar que mantém atrativos os prêmios da renda fixa. Nos títulos atrelados à inflação, as taxas reais das NTN-B de referência rondavam 7,5% a 8% ao ano.

Nesse ambiente, o banco busca papéis com pontos de entrada e relação entre risco, retorno e liquidez considerados favoráveis.