A Pague Menos (PGMN3) fechou o 2º trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões, avanço de 22,2% sobre o mesmo período do ano passado. Em doze meses, a última linha acumula R$ 340,8 milhões. A margem líquida subiu 0,2 ponto percentual, para 1,7%.
O Ebitda ajustado somou R$ 281,7 milhões, alta de 15,4%, com margem de 6,5% — o melhor patamar operacional já registrado pela rede. No acumulado de doze meses, o indicador beira R$ 1 bilhão, mais de três vezes o resultado de 2020, ano do IPO.
“Trimestre de maior rentabilidade operacional da companhia até então”, registrou a Pague Menos no release de resultados.
Vendas crescem menos, e o motivo tem nome
A receita bruta chegou a R$ 4,343 bilhões, alta de 9,3%. O ritmo, porém, é bem inferior aos 18,1% do 2º trimestre de 2025: as vendas em mesmas lojas subiram 8,0%, contra 13,0% no trimestre anterior.
A companhia atribui a desaceleração a bases de comparação mais fortes e, sobretudo, aos análogos de GLP-1, cuja contribuição para o crescimento total caiu de 6,5 para 3,2 pontos percentuais.
A quebra de patente da semaglutida reposicionou os preços da categoria no período. O preço médio recuou cerca de 40%, o volume dobrou e a base de clientes da molécula cresceu perto de 50%. Genéricos avançaram 15,1% e higiene e beleza, 10,0%; o OTC ficou para trás, com 4,7%.
Caixa, dívida e a margem bruta
O lucro bruto somou R$ 1,328 bilhão, alta de 8,9%, com margem de 30,6% — recuo de 0,1 ponto percentual. Pesaram o ajuste a valor presente e menores ganhos inflacionários em estoques, já que o reajuste de medicamentos foi de 2,7%, contra 3,6% um ano antes. A diluição das despesas com vendas, que caíram para 21,3% da receita bruta, sustentou a margem Ebitda.
“Consideramos a pressão de rentabilidade observada no trimestre pontual”, apontou a companhia, ao avaliar que os detratores não devem se repetir.
O fluxo de caixa operacional triplicou, para R$ 188,8 milhões, e a dívida líquida ajustada encerrou junho em R$ 1,803 bilhão.
A alavancagem caiu a 1,8x o Ebitda de doze meses, 0,8 vez abaixo de um ano atrás, no 12º trimestre seguido de queda.
As vendas por canais digitais passaram de R$ 1 bilhão em um único trimestre pela primeira vez, com alta de 40,6% e 24,1% de participação no total — a rede encerrou o período com 1.695 lojas e 22,6 milhões de clientes ativos.






