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Méliuz mira a monetização de seus 11 milhões de usuários

Méliuz mira a monetização de seus 11 milhões de usuários

Braço Beyond E-commerce já responde por cerca de 30% do negócio de Shopping e mais do que dobrou na comparação anual

A XP Investimentos saiu com percepção positiva de uma reunião com a Méliuz (CASH3) no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Gabriel Loures e do diretor de relações com investidores Márcio Pena. A cobertura da corretora segue sob revisão.

O que mudou, na leitura dos analistas, não é apenas operacional. A conversa girou menos em torno de reestruturação e mais em torno de expansão.

“A reunião reforçou nossa percepção de que a Méliuz está gradualmente migrando de uma discussão centrada em turnaround para outra focada em crescimento sustentável e melhor monetização de sua base de usuários”, apontam Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, analistas da XP Investimentos.

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O braço que cresce mais rápido

O negócio principal de Shopping segue em ritmo saudável, mas quem puxa o crescimento incremental é outro. O Beyond E-commerce já representa cerca de 30% da operação de Shopping e mais do que dobrou de tamanho em um ano.

As verticais atuais reúnem nota fiscal e campanhas offline, publicidade, aquisição de clientes e o programa Prime. A administração enxerga um mercado endereçável maior do que o do comércio eletrônico tradicional, com menos concorrentes, e trabalha com a possibilidade de essa frente superar o negócio principal caso a execução se mantenha.

Audiência pronta, monetização em construção

A companhia somou cerca de 11 milhões de usuários nos últimos 12 a 18 meses, período em que algumas métricas de engajamento mais do que dobraram. O efeito prático foi tornar a plataforma relevante para grandes marcas de consumo.

“A Méliuz já possui audiência e distribuição. A próxima fase está cada vez mais relacionada à monetização dessa base em mais verticais B2B”, observam Guttmann, Guimarães e Meneghetti.

Mesmo as parcerias já existentes seguem pouco penetradas ante o portfólio total das empresas, e categorias como farmacêutico, pet e materiais de construção continuam praticamente intocadas.

“A distribuição via agências implica margens um pouco menores pela economia dos intermediários, mas a maior escala e a penetração comercial mais rápida devem mais do que compensar esse efeito ao longo do tempo”, projetam Bernardo Guttmann, Matheus Guimarães e Guilherme Meneghetti, analistas da XP Investimentos.

A estrutura comercial voltada a agências de publicidade foi criada há pouco, para acessar orçamentos de marketing que historicamente não passavam pela abordagem direta às marcas.

No caixa, a geração vem sendo direcionada à recompra de ações, com a companhia preservando a exposição econômica ao Bitcoin.

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