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Sanepar: Privatização não é mais o cenário-base, avalia XP

Sanepar: Privatização não é mais o cenário-base, avalia XP

Analistas cortaram a recomendação para a empresa de saneamento do Paraná de compra para neutra

A XP Investimentos atualizou o preço-alvo da ação da Sanepar (SAPR11) para o final de 2027, a R$ 45,80, mostra relatório enviado a clientes nessa ultima terça-feira (15). A recomendação de compra foi rebaixada para neutra.

“Embora vejamos a Sanepar negociando a uma TIR (taxa interna de retorno) real razoável de 14,2%, acreditamos que a ausência de gatilhos nos próximos 6-12 meses torna o papel uma alternativa menos atraente em comparação com outras empresas que negociam a TIRs reais muito atrativas em termos absolutos”, analisam Raul Cavendish, Bruno Vidal e Ana Clara Ribeiro.

A recomendação anterior levava em consideração as chances de privatização e a retenção de 25% dos R$ 4 bilhões em créditos tributários obtidos pela empresa, o que poderia gerar dividend yields atrativos em 2026-2027.

Atualmente, a retenção de 25% parece representar um cenário otimista, ao invés de um cenário base, e o processo de privatização também parece estar estagnado a curto prazo.

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Busca de incentivos

De acordo com o relatório e corroborado pela administração da Sanepar, provavelmente não haverá grandes avanços em direção a privatização.

“O Paraná é possivelmente um dos estados com as melhores contas públicas do Brasil, e sua participação na Sanepar equivale a apenas cerca de R$ 2 bilhões”, pontua a XP.

Com isso, o estado decidiu avançar na universalização dos serviços de esgotamento sanitário por meio de PPPs, em conjunto com o atual programa de investimentos que a Sanepar espera executar.

“A população percebe a Sanepar como uma boa prestadora de serviços. Ainda não descartamos totalmente a possibilidade de uma privatização avançar, mas as chances são baixas e o timing permanece bastante incerto”, avaliam Cavendish, Vidal e Ribeiro.

Outras privatizações

Analisando privatizações, federais e estaduais, recentes é evidente que para qualquer processo avançar é preciso fatores externos que impulsionem a agenda e engajem diferentes stakeholders, partes interessadas em uma organização ou projeto.

Como exemplo, a estratégia por trás da privatização da Sabesp contou com investimentos que antecipassem a universalização para 2029 junto com recursos do estado para mitigar pressões tarifárias.

Já o processo da Copasa, foi sustentado pela necessidade de Minas Gerais de assegurar a sua participação no PROPAG e as ressalvas quanto a qualidade dos serviços.

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