As companhias aéreas Gol (GOLL4) e Latam devem comprar mais jatos da Embraer (EMBR3) após pressões do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. A informação é do Painel S.A. da Folha de São Paulo, do jornalista Julio Wiziack.
A nota informa que a Latam está em fase final de negociações para a aquisição de aeronaves, mesmo com a resistência de sua sócia chilena, a LATAM Airlines Group.
“Inicialmente, seriam cinco unidades do modelo E2. A Latam avalia ser um bom negócio usufruir dos benefícios garantidos pela reforma tributária para a aviação regional e, para isso, precisa de jatos menores”, escreveu Wiziack.
Além das negociações para adquirir novos aviões da Embraer, a coluna cita que tanto a Latam quanto a Gol estão conversando com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para obter novos empréstimos.
Segundo o jornalista, o presidente do banco, Aloizio Mercadante, indicou que os recursos do Fundo Nacional de Aviação poderiam ser utilizados como garantias para destravar o negócio.
Por fim, o Painel S.A. menciona que apenas a Azul (AZUL4) opera com a Embraer e será a única beneficiária dos descontos de alíquotas de tributos previstos para a aviação regional. De acordo com Wiziack, este benefício provoca desconforto no setor aéreo.
Isso poderia ser uma motivação para o BNDES liberar os recursos para a Gol e a Latam.
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Embraer abre centro de manutenção de motores em Portugal em meio a salto na demanda
Na última quinta-feira (25), a Embraer inaugurou um centro de manutenção para motores Pratt & Whitney em Portugal. A expectativa é que, quando estiver operando em plena capacidade, o centro gere receitas adicionais de 600 milhões de euros por ano.
A abertura dessa instalação ocorre em um momento de alta demanda por serviços de manutenção no setor, devido a problemas no fornecimento de aeronaves e na cadeia de suprimentos, além de um nível de reparos superior ao esperado nos motores de nova geração.
Localizada perto de Lisboa, a instalação de manutenção da subsidiária OGMA da Embraer será “agnóstica”, ou seja, estará apta a revisar motores Pratt & Whitney tanto para jatos da Embraer quanto para os da concorrente Airbus.
Desde o ano passado, a Pratt & Whitney, parte da RTX Corp, enfrenta um raro defeito em seus motores, afetando principalmente o jato Airbus A320neo. Isso levou a fabricante a solicitar inspeções aceleradas, que, segundo relatos das companhias aéreas, podem levar até quase um ano para serem concluídas.
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