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5G chega a SP e promete revolucionar segmento de telefonia; saúde também se beneficia

5G chega a SP e promete revolucionar segmento de telefonia; saúde também se beneficia

O 5G chega a São Paulo (SP) nesta quinta-feira (4), mas, engana-se quem pensa que a rede é aguardada apenas por quem utiliza a telefonia móvel e os aficionados por vídeo game e internet de maneira recreativa.

Um dos maiores interessados é o setor privado, com destaque para empresas ligadas à medicina e saúde. Isso porque organizações deste segmento poderão implementar o recurso em seu atendimento médico-hospitalar.

Tanto é assim que em maio deste ano o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a telemedicina no Brasil, se antecipando à chegada da rede 5G. Agora, com a rede sendo ligada na maior cidade do país, o recurso deve ser implementado no dia a dia de clínicas e centros de saúde.

A resolução, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 5 de maio, já está vigente e estabelece que a telemedicina é o “exercício da medicina mediado por Tecnologias Digitais, de Informação e de Comunicação (TDICs), para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, gestão e promoção de saúde”, podendo ser realizada em tempo real on-line (síncrona) ou off-line (assíncrona).

Vale destacar que a capital paulista é o quinto município a receber a rede 5G. Antes, Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre implementaram a última geração da internet móvel em seus territórios.

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A expectativa do mercado é de que o recurso possibilite novidades como unidades de saúde inteligentes, bem como consulta remota e até a utilização de realidade aumentada em diagnósticos e cirurgias.

Isso se dará por conta da velocidade ultrarrápida na transferência de dados e também o período de latência e confiabilidade das conexões.

Imagem mostra um cérebro em realidade virtual.

O 5G e a consulta remota

A consulta remota no Brasil foi acelerada por conta da pandemia do novo coronavírus, fenômeno viral que chegou ao país em meados de março de 2019 e, desde então, obrigou o distanciamento social e algumas prestações de serviços ficaram comprometidas.

Aquilo que era um problema no primeiro momento acabou se tornando uma oportunidade em todas as pontas: profissional, cidadão e mercado. Acontece que o home office, solução paliativa para atender ao distanciamento social, se tornou em trabalho remoto.

Para tal, os recursos tecnológicos precisaram ser implementados em casas e estabelecimentos comerciais que deram sequência à atividade no ambiente digital e a medicina, por sua vez, não iria perder o bonde do tempo. Desde o primeiro momento começou a se organizar para a novidade.

A perspectiva, agora, é de que a nova geração de rede móvel ajude a transformar dispositivos como aparelhos vestíveis, implantes médicos, rastreadores e até escovas de dentes, em ferramentas importantes para fornecer informações em tempo real do paciente para médicos.

A rede ultrarrápida e o metaverso

A rede ultrarrápida e o metaverso tem uma correlação amplamente aguardada. Muitas empresas de tecnologia, incluindo gigantes como Google e Meta (Facebook), se desdobram em cima de equipamentos que podem ser disruptivos para inúmeros setores, incluindo, claro, o de medicina e saúde.

É o caso, por exemplo, dos óculos de realidade virtual que prometem revolucionar não apenas o segmento de jogos, mas também algumas atividades profissionais altamente demandadas. Seria possível, inclusive, utilizar o equipamento em cirurgias 3D.

Tanto é assim que uma outra empresa, a MedRoom, já oferece aulas dentro do dito mundo digital, em que o estudante coloca os óculos de realidade virtual e se transporta para um cenário em que o corpo humano está ali, flutuando, para ser analisado como que desembrulhado da pele.

Pode-se afirmar que, ao que tudo indica, os óculos de realidade virtual são, por enquanto, o carro-chefe das companhias pelo leque de serviços que eles podem integrar à realidade virtual.

A rede 5G em SP

A primeira fase da rede 5G em São Paulo demanda 462 estações ativadas até o dia 29 de setembro, data que também foi estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que todas as capitais brasileiras estejam com a tecnologia liberada.

A autarquia diz ter recebido 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz no município paulista – quase o triplo do que foi considerado necessário inicialmente.

Também disse que este número de pedidos de licenciamento de estações para a ativação do 5G representa cerca de 30% do total de estações atualmente ativas (4.592).

E acrescentou que a maior concentração de antenas está no Centro Histórico, na região da Avenida Paulista e no Itaim Bibi. Já os bairros da Aclimação, da Mooca e do Brás, por exemplo, terão cobertura menor no início do processo.

Como funciona a nova tecnologia

O termo 5G designa a quinta geração da telefonia móvel, sendo a nova tecnologia de transporte de dados em rede envolvendo dispositivos móveis. Ela é a sucessora das gerações anteriores, o 4G, 3G, 2G e 1G.

De acordo com o Ministério das Comunicações, este recurso se dá por meio das chamadas “faixas”, que atuam como “avenidas” para a transmissão de dados, só que pelo ar. É como se uma via expressa de quatro faixas ganhasse uma faixa a mais, a quinta faixa, para que por meio dela a velocidade dos veículos possa ser ainda superior frente às velocidades praticadas até então.