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O metaverso é possível e é o futuro da tecnologia e do trabalho. Confira vídeo

O metaverso é possível e é o futuro da tecnologia e do trabalho. Confira vídeo

Osni Alves

Osni Alves

28 Abr 2022 às 12:52 · Última atualização: 21 Jun 2022 · 12 min leitura

Osni Alves

28 Abr 2022 às 12:52 · 12 min leitura
Última atualização: 21 Jun 2022

O metaverso é o futuro da tecnologia e do trabalho, mas muita gente desconhece a palavra e o que ela representa.

A tecnologia indica, basicamente, um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais.

Segundo especialistas, trata-se de um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “internet”.

Parece um bicho de outro mundo, mas calma, pois no decorrer desse artigo nós vamos abordar todos os aspectos desta novidade. Então, prossiga na leitura!

  • Veja também vídeo exclusivo da Monett a respeito, com a criptoanalista Helena Margarido.

Mas, afinal de contas, o que é metaverso?

Pois bem, de maneira geral pode-se dizer que metaverso é um universo virtual onde as pessoas poderão interagir entre si por meio de avatares digitais.

Alguns jogos de videogame representam bem o que está por vir, a exemplo do Second Life, onde um player (jogador) passa a ter uma vida digital por meio de um personagem (avatar). Naquela realidade, ele pode adquirir bens e serviços e interagir com outros personagens.

O metaverso é basicamente isso, mas com a finalidade de cada um continuar sendo quem é e, desta maneira, interagir em todas as camadas da sociedade, inclusive a profissional.

Com esse recurso, o cidadão poderia, por exemplo, participar de reuniões de trabalho a distância, mas digitalmente de forma presencial, apresentar projetos, deliberar questões relacionadas a investimentos, tecnologia, governo e outras possibilidades.

Ele também poderia interagir com seu público-alvo, ou seja, clientela ou consumidores em potencial, apresentando produtos e serviços. De maneira bem sucinta, dá para dizer que é uma vida à parte sendo levada como uma vida normal.

De certa maneira, com a digitalização do trabalho as pessoas já vivem isso, mas sem o recurso de uma realidade paralela. Ou seja, atualmente tudo é feito a distância, inclusive em alguns casos a própria atividade-fim de uma empresa ou organização.

No auge da pandemia, por exemplo, até audiências em fóruns e tribunais acabou sendo realizada por videoconferência.

O metaverso poderá ser isso, e muito mais, acrescentando a realidade virtual na vida de cada cidadão. No caso da audiência, a título de ilustração, o magistrado e os advogados entram na realidade virtual ao invés de acessarem apenas a videochamada.

Nesse conceito, por meio do design inteligente, cria-se o fórum, o tribunal, a sala de audiência, os personagens que são as próprias pessoas relacionadas e por aí vai.

Um conceito bastante atual do que seria o metaverso explica o recurso como uma espécie de Internet 3D, onde comunicação, diversão e negócios existirão de forma imersiva e interoperável.

Esse mundo será criado a partir de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada, redes sociais, criptomoedas etc.

Imagem mostra homem e mulher utilizando óculos de realidade aumentada.

Quem está à frente desse tipo de projeto?

As organizações à frente desse projeto são as principais empresas de tecnologia do mundo, como Google e Meta (Facebook). Os centros de pesquisa dessas companhias já desenvolvem recursos do metaverso para aprimorar jogos e equipamentos.

No caso do Facebook, a empresa se desdobra em cima de um óculos de realidade virtual que promete revolucionar não apenas o segmento de jogos, mas também algumas atividades profissionais altamente demandadas, como o caso da medicina.

Seria uma forma de utilizar o equipamento em cirurgias 3D. tanto é assim que uma outra empresa, a MedRoom, já oferece aulas dentro do dito mundo digital, em que você coloca os óculos de realidade virtual e se transporta para um cenário em que o corpo humano está ali, flutuando, para ser analisado por estudantes de medicina, como que desembrulhado da pele.

Ao que parece, inclusive, os óculos de realidade virtual são, por enquanto, o carro-chefe das companhias pelo leque de serviços que eles podem integrar à sua realidade virtual. O próprio Google desenvolve o mesmo produto, singular ao da Meta, com o objetivo de competir com esta. Ninguém quer perder negócio neste que parece ser a promessa do “pote de ouro”.

Embora todos tenham convicção de que o metal precioso está lá, ninguém conseguiu chegar, oficialmente, ao “final do arco-íris”. Entretanto, a corrida pelo dobrão é real e pode levar a indústria como um todo a outro patamar. Mais que isso, a própria vida como a conhecemos.

E não dá mesmo para desacreditar, pois há pouco tempo possuir um telefone em casa era algo para poucos, pelo custo do serviço, bem como pela dificuldade em atender a todos os interessados. Pois bem, o tempo passou e o telefone diminuiu, cabe na palma da mão, não precisa de fio, navega na internet, faz videochamada, tem aplicativos de tudo o que se pode imaginar e, além disso, pasmem, também faz ligações.

Brincadeiras à parte, se a professora dos aluninhos da época do orelhão tinha que preparar uma super aula para explicar a origem e o funcionamento dos telefones públicos, algumas décadas depois a dificuldade estava em explicar computador e internet.

Mais recentemente, pais e avós se desdobram para dizer aos mais jovens o que é cabo, visto que muitos produtos tecnológicos não demandam mais qualquer recurso físico que ligue um aparelho a outro. O que virá pela frente poucos sabem, mas muitos aguardam.

É possível explicar ainda mais sobre metaverso?

Se até aqui você compreendeu acerca do metaverso, mas ainda tem pontos obscuros que gostaria que fossem mais bem ilustrados, podemos recorrer à sétima arte. Isso porque há pelo menos uma dezena de filmes que tratam direta ou indiretamente do tema, mas um, em especial, vai fundo na questão.

Free Gyu, com Ryan Reynolds (não havia possibilidade de não ser ele!) é um filme produzido para streaming muito interessante, divertido e esclarecedor acerca do tema. Trata-se de um jogo que mistura muito do que vimos em Fortnite, GTA e diversas outras franquias.

O enredo aborda uma organização jovem que desenvolve um grande universo computadorizado e mundialmente acessado pelo Metaverso. Porém, um NPC (Non-Playable Character, ou personagem não-jogável em tradução literal) começa a ganhar consciência e tudo ali começa a ser ameaçado pela Inteligência Artificial que acaba ganhando vida e vontade própria.

O filme é uma verdadeira recriação do que vemos hoje nos videogames online e simula muito bem a nossa percepção do metaverso. Você poderia muito bem passar o dia inteiro lá, comprando coisas, se encontrando com os amigos e se divertindo enquanto esquece completamente das coisas que rolam aqui no mundo real.

É realmente disso que se trata!

O mercado de capitais já descobriu o metaverso?

Essa é uma excelente pergunta, pois embora não seja o responsável por desenvolver novos negócios diretamente, sobretudo no segmento tecnológico, o mercado de capitais é em boa medida um financiador. Então, quando quem inventa e quem banca se encontram, os anjos dizem amém lá em cima.

Tanto é assim que o BTG Pactual (BPAC11), um dos maiores bancos de investimentos do país, já divulgou relatório tratando do assunto. O documento elenca que o rapper americano Travis Scott já fez show dentro de um jogo de videogame.

Segundo o site PSX Brasil, estima-se que ele tenha faturado 20 milhões de dólares com o evento virtual para 27,7 milhões de jogadores do Fortnite, jogo de ambiente metaverso.

Na mesma pegada, o relatório destaca que a marca de luxo Gucci vende roupas virtuais para avatares no metaverso.Segundo a Forbes, a loja vendeu a versão digital da bolsa Dionysus no jogo Roblox por 4,1 mil dólares: preço maior que a versão física do produto.

O documento informa, ainda, que o metaverso está mais perto do Brasil do que se imagina. A Renner Play é a primeira loja virtual da varejista brasileira dentro do Fortnite. A empresa é a 1ª do setor no Brasil a investir nesta nova experiência de compra online.

O banco ressalta que o metaverso é um universo digital que vai além da internet que conhecemos hoje.

Podemos defini-la como um tipo de mundo virtual que tenta replicar as situações do mundo real e criar outras situações virtuais em um ambiente conectado à internet com pessoas e empresas com potencial de transformar nossas interações sociais.

Isto será possível através de um conjunto de tecnologias como a realidade virtual e realidade aumentada, por exemplo, as quais é possível ter acesso via um óculos de realidade virtual.

Com este hardware, será possível ingressar no metaverso criando seu avatar (a sua versão virtual) e fazer coisas como: comprar um tênis para seu avatar, levá-lo a um show dentro de um jogo de videogame ou ir presencialmente a uma reunião da sua empresa em um ambiente corporativo virtual.

O BTG resume o ambiente como um ecossistema de novas tecnologias que coexistem em um mundo virtual, permitindo que, a partir de uma nova experiência do usuário na “nova internet”, possa evoluir novos negócios em uma economia virtual.

E não só isso: “as experiências em realidade virtual serão cada vez mais ricas e realistas à medida que os aparelhos, principalmente os capacetes, forneçam sons e telas de alta qualidade e com conforto aos usuários. Os espaços conhecidos como metaversos são criados fundamentalmente com elementos de RV”, destaca.

E diz mais: “pilotos de aviões de caça e cirurgiões podem treinar em protótipos digitais, simular guerras e cirurgias em ambientes 3D antes de executarem suas funções no mundo real Trabalhadores podem treinar e aprender testando ferramentas digitais, réplicas de equipamentos reais, antes de utilizarem no chão de fábrica. Museus e galerias de arte oferecem visitas virtuais e experiências imersivas para auxiliar no entendimento das obras e do contexto cultural à época.”

A EQI Investimentos, por sua vez, sócia do BTG, lembra que qualquer pessoa pode investir em empresas ligadas ao desenvolvimento de produtos ligados ao metaverso. Google e Meta (Facebook), por exemplo, estão listados na Nasdaq, a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos (EUA).

Um dos caminhos possíveis é o investimento direto nessas ações, com conta aberta junto à Avenue, parceira EQI para investimentos no exterior. Você pode entender como funciona essa parceria no vídeo abaixo.


Também, é possível, da bolsa brasileira, investir em BDRs. Os Brazilian Depositary Receipts são certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior.

No documento, o BTG elenca um outro tipo de investimento que pode ser interessante para quem deseja alocar algum dinheiro nestas companhias de tecnologia. O bancão aborda sobre ETFs, ou Exchange-traded fund, que é um fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação. “Desde o seu lançamento, no dia 30 de junho de 2021, o ETF Meta apresenta uma rentabilidade de -6,5%, bem diferente do S&P (8,4%) e das FAANG (Facebook, Amazon, Apple, Netflix & Google) (6,0%)”, frisa.

Boa parte da rentabilidade negativa ocorre pelo cenário em que o ETF foi lançado: no 2º semestre de 2021 a aceleração das políticas de contração monetária impacta sobremaneira as empresas de tecnologias mais jovens.

“Portanto, enquanto as já consolidadas FAANG tiveram desempenho positivo, empresas como Roblox tiveram desempenho contrário (-12%). No entanto, dada a tese de investimento de longo prazo, vemos este movimento como uma oportunidade de entrada para o setor.”

Recorrendo a assessores para se municiar de todas as informações

Mesmo compreendendo tudo acerca de investimentos, é recomendável também contar com profissionais especializados na hora de fazer levantamentos, cálculos e decidir por vender ou segurar.

A EQI Investimentos, por exemplo, conta com mais de mil profissionais treinados para oferecer sempre a melhor assessoria sobre todo tipo de investimento. A empresa atende por telefone, chat, e-mail e coloca seu time à disposição para ligar aos interessados também.

Além disso, mantém no ar o portal Euqueroinvestir.com com notícias, artigos e análises de maneira a manter seu público sempre bem-informado. E não apenas isso, mas também um canal no YouTube com aulas, análises, call de mercado e tudo o que é essencial ao investidor, seja ele iniciante ou alguém cum uma carteira robusta.

EQI é BTG Pactual (BPAC11)

A EQI alcançou, recentemente, R$ 15 bilhões sob custódia, o que faz dela uma das maiores assessorias do país. Isso se dá também por conta dos muitos escritórios em cidades importantes, sendo capitais ou não.

Além disso, a EQI é associada do BTG Pactual (BPAC11), ou seja, tratar com a EQI é tratar com o maior banco de investimentos do Brasil, o que garante agilidade e segurança, além de uma infinidade de opções e operações à disposição do investidor.

  • Quer saber mais sobre metaverso? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para mostrar as aplicações disponíveis!
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