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Resumo da semana: IPCA, ata do Copom e CPI foram os temas

Resumo da semana: IPCA, ata do Copom e CPI foram os temas

O resumo da semana destaca, no Brasil, o IPCA, inflação oficial, que desacelerou em abril, mas ainda preocupa.Também destaca a ata do Copom.

O resumo da semana destaca, no Brasil, o IPCA, inflação oficial, que desacelerou em abril, mas ainda preocupa.

Também destaca a ata da última reunião do Copom, que confirmou uma alta de “menor magnitude” para a Selic na decisão de 14 e 15 de junho.

Ainda teve sequência a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2022, com uma semana intensa de resultados das empresas. E troca no Ministério de Minas e Energia.

No exterior, destaque para a inflação ao consumidor e para os receios quanto à escalada dos juros, que fez as bolsas do mundo inteiro oscilarem bastante.

Confira o que foi destaque no resumo da semana.

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Resumo da semana no Brasil

Inflação pouco acima da projeção

IPCA de abril foi o grande indicador da semana, vindo levemente acima da projeção.

A inflação oficial, medida pelo IBGE, foi de 1,06% em abril, depois de ficar em 1,62% em março. O valor ficou acima das expectativas do mercado, que eram em torno de 1%, e é o maior registro para o mês desde 1996, quando o índice foi de 1,26%. (1,6%, quando era esperado 1%).

IPCA: gráfico com resultado da inflação

Reprodução/IBGE

A desaceleração se deu, em grande parte, pela perda de ímpeto em itens voláteis e pela deflação no subgrupo de energia elétrica. No entanto, segue a aceleração do indicador de difusão (78,25%), que indica inflação espalhada por diversos itens.

Para o ano, a projeção do BTG Pactual para a inflação foi revisada de 8% para 9,2%. Para 2022, de 4% para 4,3%.

Já as expectativas quanto à Selic se mantêm prioritariamente em 13,25% para a reunião do Copom de junho. Segundos os analistas, o índice de dispersão do IPCA demonstra que a alta de preços ainda não arrefeceu como esperado.

projeção para inflação: gráfico

Reprodução/BTG

Ata do Copom confirma aumento de menor magnitude da Selic em junho

ata da última reunião do Copom reafirmou que outra subida de juros, inferior a 1%, deve acontecer na reunião de 14 e 15 de junho. O mercado se divide entre apostas de Selic a 13,25% até 14%. E há quem acredite até que a escalada de juros se prolongue até agosto.

Tá, mas e aí? O que isso diz ao investidor?

Para o investidor, saber para onde vai a Selic é fundamental para definir sua estratégia de investimento.

Com Selic no patamar atual, o foco segue sendo a renda fixa – e você confere nosso simulador de investimentos, clicando aqui!

No entanto, com um possível final de ciclo econômico à vista, é hora de focar em papéis específicos, como Prefixados e IPCA+. Já na renda variável, é hora de olhar para as ações de valor.

Redução em imposto de importação para tentar conter os preços

O governo anunciou que a alíquota do Imposto de Importação de uma lista de alimentos, dentre eles carnes e trigo, será zerada até o final do ano. Também foram reduzidas as alíquotas para duas categorias de aço.

Adolfo Sachsida em Minas e Energia

O presidente Jair Bolsonaro trocou o comando do Ministério de Minas e Energia.

Bento Costa Lima Leite de Albuquerque foi exonerado, a pedido, segundo informou o Diário Oficial da União (DOU). Em seu lugar assumiu o economista Adolfo Sachsida.

A mudança na pasta ocorreu depois de várias críticas do presidente em relação à política de preços da Petrobras (PETR3, PETR4). A estatal é ligada à pasta que era comandada por Bento Albuquerque.

As críticas do presidente da República aumentaram depois que a Petrobras anunciou o resultado do primeiro trimestre de 2022, período no qual a empresa obteve um lucro de R$ 44,5 bilhões, valor 3.718% maior que o registrado no mesmo período em 2021.

Sachsida assumiu já prometendo estudos para a privatização da companhia.

Setor de serviços sobe

A Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, apontou que o volume do setor cresceu 1,7% na passagem de fevereiro para março, acumulando ganho de 2,1% nos últimos dois meses.

Com isso, o setor recupera a perda de 1,8% de janeiro, alcança o maior nível desde maio de 2015 e fica 7,2% acima do patamar pré-pandemia.

Reprodução/IBGE

Vendas no varejo também surpreendem

As vendas no varejo subiram 1% em março, na comparação com o mês de fevereiro. O indicador está bem acima da expectativa do mercado, que esperava um avanço de 0,4%. Com este resultado, o comércio varejista cresce pelo terceiro mês consecutivo.

Gráfico das Vendas no Varejo

Reprodução/IBGE

Resumo da semana destaca a temporada de balanços

A agenda de balanços foi intensa na semana. Veja os destaques:

  • BTG Pactual (BPAC11) reporta lucro líquido ajustado de R$ 2,1 bi no 1TRI22, alta de 72%.
  • Itaú Unibanco (ITUB4) registra lucro gerencial de R$ 7,361 bi no 1TRI22, alta de 15%.
  • Porto Seguro (PSSA3) registra lucro líquido de R$ 175,105 milhões no 1TRI22, queda de 40,6% na comparação anual.
  • Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido de R$ 975,6 milhões, alta de 96,4%.
  • B3 (B3SA3)tem queda de 12,3% no lucro líquido, com R$ 1,10 bilhão.
  • BR Malls (BRML3) tem lucro líquido de R$ 84,2 mi no 1TRI22, alta de 10,8% frente ao 1TRI21.
  • Ser Educacional (SEER3) tem lucro de R$ 639 milhões, queda de 98,2%.
  • Time For Fun (SHOW3) reverte prejuízo ao obter lucro líquido de R$ 6,6 milhões.
  • Yduqs (YDUQ3) reporta alta de 75,9% no lucro líquido, com R$ 76 milhões.
  • JHSF (JHSF3) tem lucro líquido 13,5% menor, com R$ 166,5 milhões.
  • MRV (MRVE3) tem queda de 47,7% no lucro, com R$ 71 milhões.
  • Cogna (COGN3) tem lucro líquido de R$ 55,9 milhões, alta de 58,7%.
  • Triunfo Participações (TPIS3) tem prejuízo líquido de R$ 32,7 milhões, resultado 33,2% inferior.
  • CCR (CCRO3) tem lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, alta de 401,2%.
  • Viver Incorporadora (VIVR3) reverte prejuízo, com lucro de R$ 3,1 milhões.
  • Rede D’Or (RDOR3) tem queda de 44,1% no lucro, com R$ 225,2 milhões.
  • CPFL (CPFE3) tem lucro líquido de R$ 1,162 bilhão no 1TRI22, alta de 20,9%.
  • Energisa (ENGI11) tem lucro líquido recorrente de R$ 580 milhões no 1TRI22.
  • Eneva (ENEV3) tem lucro de R$ 184,8 milhões no 1TRI22, redução de 9%.
  • EzTec (EZTC3) tem lucro de R$ 104,6 milhões, alta de 44,4%.
  • BK Brasil (BKBR3) tem prejuízo de R$ 31,4 milhões.
  • Americanas (AMER3) tem prejuízo de R$ 137 milhões, queda de 38,8%.
  • Banco BMG (BMGB4) repete lucro líquido de R$ 48 milhões.
  • Hermes Pardini (PARD3) tem lucro de R$ 63,9 milhões, alta de 27,5%.
  • Aeris (AERI3) tem lucro líquido de R$ 1,2 milhão, queda de 94,6%.
  • Locaweb (LWSA3) tem lucro de R$ 29,7 milhões, alta de 229,3%.
  • Allied (ALLD3) tem lucro de R$ 18,8 milhões, queda de 60%.
  • Randon (RAPT4) tem lucro líquido de R$ 130 milhões, queda de 3%.
  • Even Construtora (EVEN3) tem lucro de R$ 15 milhões, queda de 82%.
  • Tecnisa (TCSA3) tem prejuízo líquido de R$ 7,051 milhões, queda de 73,3%.
  • Banco Modal (MODL11) tem lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no 1TRI22, resultado que é 88,4% maior do que o obtido um ano antes.
  • Enauta (ENAT3) aprofunda prejuízo ao atingir R$ 98,2 milhões frente a R$ 15,8 milhões do 1TRI21.
  • Wiz (WIZS3) tem lucro de R$ 35,6 milhões, queda de 42,4%.
  • Plano & Plano (PLPL3) tem lucro de R$ 22,025 milhões, queda de 56%.
  • Guararapes (GUAR3), proprietária de marcas como a Riachuelo, tem prejuízo líquido de R$ 80,1 milhões no 1TRI21, com melhora de 23,6% ante o prejuízo do 1TRI21.
  • MRS Logística (MRSA6B) tem lucro líquido de R$ 100,4 milhões, alta de 33%.
  • Priner Industrial (PRNR3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 5,2 milhões.
  • Track & Field (TFCO4) tem lucro de R$ 21,1 milhões, alta de 194,4%.
  • Tupy (TUPY3) reverte prejuízo de R$ 15 milhões e lucra R$ 74 milhões.
  • Banco do Brasil (BBAS3)informa lucro líquido de R$ 5 bilhões no 1TRI22, sendo 23,4% maior do que o obtido no mesmo período do ano anterior.
  • JBS (JBSS3) tem lucro de R$ 5,142 bi, com alta de 151,4%.
  • Braskem (BRKM5) atinge lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, alta de 632%.
  • Grupo Soma tem lucro ajustado de R$ 53,6 milhões, alta de 259,7%.
  • Lavvi (LAVV3) tem lucro R$ 21 milhões, alta de 24%.
  • Aliansce Sonae (ALSO3) tem lucro de R$ 55,9 milhões, alta de 33,6%.
  • Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro de R$ 23 milhões, alta de 30,43%.
  • Sulamerica (SULA11) tem lucro de R$ 24,4 milhões, queda de 54,7%.
  • Minerva (BEEF3) tem lucro de R$ 114,6 milhões, queda de 55,8%.
  • Ultrapar (UGPA3) tem lucro de R$ 461 milhões, alta de 236%.
  • Lojas Marisa (AMAR3) aprofunda prejuízo líquido no 1TRI22. A companhia reportou perdas de R$ 77,2 milhões ante R$ 53,4 milhões de prejuízo no 1TRI21.
  • SLC Agrícola (SLCE3) tem lucro de R$ 797,062 milhões, alta de 152,9%.
  • Eternit (ETER3) tem de R$ 42 milhões, queda de 27,6%.
  • Copel (CPLE6) tem lucro de R$ 669,8 milhões, com queda de 11,8%.
  • Santos Brasil (STBP3) tem lucro de R$ 94,2 milhões, alta de 204,9%.
  • Vittia (VITT3) tem lucro de R$ 15,6 milhões, com alta de 23%.
  • Allpark (ALPK3) tem prejuízo de R$ 43,3 milhões, queda de 33,1%.
  • Mahle Metal Leve (LEVE3) tem lucro de R$ 123 milhões, 2,5% menor do que no 1TRI21.
  • Fras-Le (FRAS3) reporta lucro líquido de R$ 27,9 milhões, 53,9% menor.
  • Vivo (VIVT3)reporta queda de 20,4% no lucro líquido do 1TRI22, ao atingir R$ 750 milhões.
  • CVC (CVCB3) reporta alta de 104,7% no prejuízo líquido do 1TRI22, ao chegar a R$ 166,8 milhões.
  • SBF (SBFG3) tem lucro líquido de R$ 17,278 milhões no 1TRI22, revertendo prejuízo de R$ 36,164 milhões.
  • Taurus (TASA3; TASA4) tem lucro líquido de R$ 195 milhões no 1TRI22, alta de 186,3%.
  • Mobly (MBLY3) amplia em 1,7% o prejuízo líquido no 1TRI22 sobre o 1TRI21, passando para R$ 25,9 milhões em perdas.
  • Qualicorp (QUAL3) temlucro líquido de R$ 74,1 milhões no 1TRI22, retração de 35,3% frente ao ano anterior.
  • BrasilAgro (AGRO3) tem lucro líquido de R$ 81,781 milhões no terceiro trimestre fiscal, com redução de 41%.
  • Valid (VLID3) tem aumento de 262% no prejuízo do 1TRI22 frente ao 1TRI21, ao atingir perdas de R$ 18,1 milhões.
  • Cury (CURY3) reporta lucro de R$ 61,9 milhões no 1TRI22. Resultado que é 23,8% maior que no 1TRI21.

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Veja também:

Resumo da semana no exterior

Compra do Twitter temporariamente suspensa

O bilionário Elon Musk afirmou que o acordo para a compra do Twitter está “temporariamente suspenso”. Segundo ele, detalhes sobre contas falsas ainda estão em discussão. Mas que ele não desistiu do negócio.

Musk anunciou em abril acordo de compra da rede social calculado em US$ 44 bilhões.

Inflação americana preocupa

A inflação ao consumidor medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA ou CPI na sigla em inglês) subiu 0,3% em abril.

O resultado ficou acima das expectativas do mercado (0,2%). O índice segue próximo ao maior nível registrado de inflação da economia americana desde 1982.

gráfico com componentes do CPI

Reprodução/BTG

Dessa forma, o investidor segue atento, agora, aos discursos dos membros do Federal Reserve (Fed), banco central americano, para sentir a sensibilidade para um aperto monetário mais rápido ou mais prolongado.

Após o CPI, o mercado voltou a falar em alta de 0,75% dos juros na reunião do Fed de junho, mas o cenário-base segue sendo alta de 0,5%.

Os juros em alta nos EUA ajudam a explicar o estresse nas bolsas mundiais, que sentem a migração para a renda fixa. No Brasil, e demais emergentes, as bolsas sofrem com a migração para os papéis do tesouro americano, considerado os papéis mais seguros do mundo.

Resumo da semana: IPP dos EUA dentro do esperado

Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA registou alta de 0,5% em abril, resultado menor do que o registrado em março, que foi de 1,2%. O indicador ficou dentro da expectativa do mercado.

Inflação na China

A China, a inflação ao consumidor (CPI) teve alta anual de 2,1% em abril, contra expectativa de 2%. Os preços ao produtor (PPI) subiram 8%, também acima da projeção de 7,8%.

Lockdowns seguem na China

Metade da cidade de Xangai alcançou o status Covid zero, mas o lockdown permanece. O país também proibiu viagens internacionais a seus cidadãos.

Até mesmo o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que a política chinesa da Covid-zero é insustentável.

Guerra longe do fim

O resumo da semana também destaca que, após pouco mais de dois meses, a guerra entre Rússia e Ucrânia segue longe de uma possibilidade de solução no curto prazo, e a ameaça de instabilidade na região da Europa Oriental tende a aumentar nas próximas semanas. Em novo capítulo de uma disputa que, por ora, permanece no campo retórico, a Finlândia e a Suécia anunciaram interesse em se juntar à Otan, aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

A Rússia promete retaliação.