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Puig fatura € 1,39 bilhão no 3T26 com alta de 16% em maquiagem

Puig fatura € 1,39 bilhão no 3T26 com alta de 16% em maquiagem

Dona de Charlotte Tilbury, Carolina Herrera e Rabanne, companhia espanhola registra receita recorde no trimestre, impulsionada por maquiagem, fragrâncias de nicho e vendas na Ásia

A Puig (BME: PUIG), grupo espanhol de beleza e luxo que reúne marcas como Charlotte Tilbury, Carolina Herrera, Rabanne e Jean Paul Gaultier, registrou receita líquida de € 1,39 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26). O faturamento, recorde para o período, representa crescimento de 5,6% em bases comparáveis e de 7,2% em termos reportados.

O resultado mostra uma aceleração em relação ao primeiro semestre, quando as vendas cresceram 4,4% em bases comparáveis. Entre janeiro e setembro, a receita acumulada chegou a € 3,74 bilhões, alta de 4,8% na mesma base de comparação.

A divisão de maquiagem liderou o crescimento trimestral, com avanço de 16,1%, seguida pelo desempenho das fragrâncias de nicho e dos dermocosméticos. A Ásia-Pacífico apresentou a maior expansão entre as regiões em que a companhia atua.

Charlotte Tilbury impulsiona vendas de maquiagem

A divisão de maquiagem da Puig faturou € 269,7 milhões no 3T26, crescimento de 16,1% em bases comparáveis. No primeiro semestre, a categoria havia registrado alta de 9,1%.

Parte do resultado veio da Charlotte Tilbury, especialmente das vendas do pó solto Airbrush Flawless Blur e da reformulação do Blush Blur.

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Segundo a Puig, a divisão ganhou participação de mercado em valor em todas as regiões e ampliou sua distribuição em mercados selecionados.

O avanço da maquiagem ocorreu em um trimestre no qual a companhia também registrou crescimento nas vendas de fragrâncias e dermocosméticos.

Carolina Herrera e fragrâncias de nicho sustentam vendas de perfumes

Responsável pela maior parcela do faturamento da Puig, a divisão de fragrâncias e moda registrou receita de € 985,8 milhões no terceiro trimestre, alta de 3,9% em bases comparáveis.

Nos nove primeiros meses de 2026, o segmento respondeu por aproximadamente 72% das vendas do grupo.

As fragrâncias de nicho cresceram dois dígitos no período, enquanto Carolina Herrera também contribuiu para o desempenho da divisão.

Entre os lançamentos recentes estão 1 Million Black, da Rabanne, e La Favorite, de Jean Paul Gaultier, primeira fragrância feminina da marca em dez anos.

Já Rabanne e Jean Paul Gaultier apresentam um ritmo de expansão mais moderado após anos de crescimento. Segundo o diretor financeiro Miquel Angel Serra, as marcas dobraram ou triplicaram de tamanho nos últimos cinco anos.

No caso de Jean Paul Gaultier, a Puig iniciou a distribuição de La Favorite em mercados europeus e prevê o lançamento global para 2027.

Ásia-Pacífico registra crescimento de 12,9%

A Ásia-Pacífico apresentou o maior crescimento regional da Puig no terceiro trimestre, com aumento de 12,9% nas vendas em bases comparáveis, para € 156,5 milhões.

O resultado foi impulsionado principalmente pela demanda por maquiagem e fragrâncias de nicho, com participação dos canais digitais.

Na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), a receita cresceu 3,8%, alcançando € 727,5 milhões. A região foi beneficiada pelas vendas de fragrâncias de nicho, dermocosméticos e maquiagem.

Nas Américas, o faturamento atingiu € 506,7 milhões, avanço de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, em bases comparáveis.

Puig amplia aposta em dermocosméticos com ISDIN

A divisão de cuidados com a pele apresentou queda de 0,8% no trimestre, com receita de € 135,3 milhões. O desempenho foi afetado pela demanda mais fraca por produtos de skincare premium.

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Em contrapartida, os dermocosméticos registraram crescimento de dois dígitos, impulsionados pela Uriage.

Em setembro, a Puig anunciou a aquisição dos 50% restantes da ISDIN, marca espanhola especializada em cuidados dermatológicos, fotoproteção e fotoenvelhecimento.

A operação amplia a participação do grupo no mercado de dermocosméticos, categoria apontada pela administração como uma das prioridades para os próximos anos.

Durante a apresentação de resultados, o CEO José Manuel Albesa destacou a atuação da ISDIN em inovação e sua credibilidade médica. Segundo o executivo, a aquisição está alinhada à estratégia de expansão da companhia em cuidados com a pele.

O que acompanhar nos próximos resultados da Puig?

A Puig manteve suas projeções para 2026, com expectativa de crescimento acima do mercado de beleza premium e estabilidade na margem EBITDA ajustada.

O câmbio também contribuiu para os números do trimestre. O fortalecimento do dólar americano teve impacto positivo de 1,7 ponto percentual sobre o crescimento da receita reportada, após efeitos cambiais negativos no primeiro semestre.

Para quem acompanha ações internacionais ligadas aos setores de beleza e luxo, os próximos balanços permitirão observar a evolução das vendas de maquiagem, o ritmo de crescimento das fragrâncias e os resultados da expansão em dermocosméticos.

A integração da ISDIN e o desempenho das marcas na Ásia-Pacífico também estão entre os pontos que poderão influenciar os resultados futuros.

A companhia apresentará suas prioridades estratégicas no Capital Markets Day, marcado para esta quarta-feira (28), em Madri. O encontro deverá trazer informações sobre os planos da Puig para suas divisões de negócios e mercados internacionais.