As joias da Kering (KER) registraram crescimento de 11% em base comparável no terceiro trimestre de 2026, com receita de € 239 milhões. O desempenho foi impulsionado principalmente por Boucheron e Pomellato, enquanto a Gucci, principal marca do conglomerado francês, apresentou queda de 6% nas vendas comparáveis.
De acordo com os resultados divulgados nesta quinta-feira (22), a divisão Kering Jewelry cresceu 12% em termos reportados. Nas lojas próprias, incluindo o comércio eletrônico, as vendas avançaram 18% em relação ao mesmo período de 2025.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a divisão alcançou faturamento de € 760 milhões, alta de 17% em base comparável.
Boucheron e Pomellato sustentam crescimento da joalheria
Fundada em Paris em 1858, a Boucheron manteve o crescimento de suas operações, com destaque para as coleções Quatre e Serpent Bohème.
A Quatre reúne diferentes texturas e acabamentos em peças que exploram combinações de metais preciosos. Já a Serpent Bohème apresenta desenhos inspirados na serpente, com anéis, colares, brincos e pulseiras que integram o catálogo da maison.
A joalheria francesa registrou desempenho positivo no Japão e na Coreia do Sul durante o trimestre.
Na Pomellato, fundada em Milão em 1967, as coleções Nudo, Iconica e Together contribuíram para os resultados. A marca teve crescimento especialmente no Japão, mercado apontado pela Kering entre os principais destaques do período.
Outras duas marcas do portfólio, DoDo e Qeelin, apresentaram desempenho misto. Entre os lançamentos realizados no trimestre, a companhia destacou a coleção Wulu Purple Jade, da Qeelin.
Vendas nas lojas próprias de joias avançam 18%
A rede própria da Kering Jewelry, que inclui boutiques e plataformas digitais, registrou crescimento de 18% nas vendas, tanto em termos reportados quanto em base comparável.
O resultado contrasta com o desempenho dos canais de atacado e outras operações da divisão, que apresentaram retração de 6%.
Boucheron, Pomellato, DoDo e Qeelin integram a operação de joalheria da Kering. As marcas atuam em diferentes segmentos do mercado, com coleções que incluem peças de ouro, diamantes, pedras preciosas e criações de alta joalheria.
A divisão manteve crescimento no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, a receita passou de € 669 milhões, registrados no mesmo intervalo do ano anterior, para € 760 milhões.
Gucci registra queda de 6% e ações da Kering recuam
O desempenho da joalheria ocorreu em um trimestre de retração para a Gucci. A maison italiana registrou receita de € 1,291 bilhão, queda de 6% em base comparável e de 4% em termos reportados.
Nas lojas próprias, as vendas diminuíram 9%, afetadas pela redução do fluxo de consumidores, principalmente na China continental e no Japão.
A companhia segue reformulando suas coleções, a estrutura de preços e a distribuição da Gucci, com atenção especial à categoria de bolsas. O grupo também informou avanços nos indicadores de conversão, preço médio e valor médio das compras.
A divulgação do balanço teve repercussão no mercado financeiro. Na manhã desta sexta-feira (23), as ações da Kering recuavam 11,2% na Bolsa de Paris, segundo informações da Reuters.

Além da joalheria, outras operações do conglomerado registraram crescimento. Sem considerar a Gucci, as vendas no varejo das marcas de moda e artigos de couro avançaram 2%, com contribuição de Saint Laurent, Bottega Veneta e Brioni.
No consolidado, a Kering encerrou o terceiro trimestre com receita de € 3,345 bilhões, estável em termos reportados e 1% abaixo do resultado comparável de 2025.
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