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Joias da Kering crescem 11% enquanto Gucci enfrenta queda nas vendas

Joias da Kering crescem 11% enquanto Gucci enfrenta queda nas vendas

Boucheron e Pomellato impulsionam divisão de joalheria do grupo francês, que registrou retração nas vendas da Gucci no terceiro trimestre de 2026

As joias da Kering (KER) registraram crescimento de 11% em base comparável no terceiro trimestre de 2026, com receita de € 239 milhões. O desempenho foi impulsionado principalmente por Boucheron e Pomellato, enquanto a Gucci, principal marca do conglomerado francês, apresentou queda de 6% nas vendas comparáveis.

De acordo com os resultados divulgados nesta quinta-feira (22), a divisão Kering Jewelry cresceu 12% em termos reportados. Nas lojas próprias, incluindo o comércio eletrônico, as vendas avançaram 18% em relação ao mesmo período de 2025.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a divisão alcançou faturamento de € 760 milhões, alta de 17% em base comparável.

Boucheron e Pomellato sustentam crescimento da joalheria

Fundada em Paris em 1858, a Boucheron manteve o crescimento de suas operações, com destaque para as coleções Quatre e Serpent Bohème.

A Quatre reúne diferentes texturas e acabamentos em peças que exploram combinações de metais preciosos. Já a Serpent Bohème apresenta desenhos inspirados na serpente, com anéis, colares, brincos e pulseiras que integram o catálogo da maison.

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A joalheria francesa registrou desempenho positivo no Japão e na Coreia do Sul durante o trimestre.

Na Pomellato, fundada em Milão em 1967, as coleções Nudo, Iconica e Together contribuíram para os resultados. A marca teve crescimento especialmente no Japão, mercado apontado pela Kering entre os principais destaques do período.

Outras duas marcas do portfólio, DoDo e Qeelin, apresentaram desempenho misto. Entre os lançamentos realizados no trimestre, a companhia destacou a coleção Wulu Purple Jade, da Qeelin.

Vendas nas lojas próprias de joias avançam 18%

A rede própria da Kering Jewelry, que inclui boutiques e plataformas digitais, registrou crescimento de 18% nas vendas, tanto em termos reportados quanto em base comparável.

O resultado contrasta com o desempenho dos canais de atacado e outras operações da divisão, que apresentaram retração de 6%.

Boucheron, Pomellato, DoDo e Qeelin integram a operação de joalheria da Kering. As marcas atuam em diferentes segmentos do mercado, com coleções que incluem peças de ouro, diamantes, pedras preciosas e criações de alta joalheria.

A divisão manteve crescimento no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, a receita passou de € 669 milhões, registrados no mesmo intervalo do ano anterior, para € 760 milhões.

Gucci registra queda de 6% e ações da Kering recuam

O desempenho da joalheria ocorreu em um trimestre de retração para a Gucci. A maison italiana registrou receita de € 1,291 bilhão, queda de 6% em base comparável e de 4% em termos reportados.

Nas lojas próprias, as vendas diminuíram 9%, afetadas pela redução do fluxo de consumidores, principalmente na China continental e no Japão.

A companhia segue reformulando suas coleções, a estrutura de preços e a distribuição da Gucci, com atenção especial à categoria de bolsas. O grupo também informou avanços nos indicadores de conversão, preço médio e valor médio das compras.

A divulgação do balanço teve repercussão no mercado financeiro. Na manhã desta sexta-feira (23), as ações da Kering recuavam 11,2% na Bolsa de Paris, segundo informações da Reuters.

Captura de tela das ações da Kering pelo Google Finance às 9h50 de Brasília

Além da joalheria, outras operações do conglomerado registraram crescimento. Sem considerar a Gucci, as vendas no varejo das marcas de moda e artigos de couro avançaram 2%, com contribuição de Saint Laurent, Bottega Veneta e Brioni.

No consolidado, a Kering encerrou o terceiro trimestre com receita de € 3,345 bilhões, estável em termos reportados e 1% abaixo do resultado comparável de 2025.

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