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Ibovespa hoje despenca após escalada das tensões no Oriente Médio

Ibovespa hoje despenca após escalada das tensões no Oriente Médio

Ao longo da sessão, o principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 175.567 pontos e a máxima de 178.153 pontos

O Ibovespa hoje encerrou o pregão em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval contra o Irã. Ao longo da sessão, o principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 175.567 pontos e a máxima de 178.153 pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 19,2 bilhões.

O movimento acompanhou o desempenho negativo das bolsas norte-americanas. O índice S&P 500 recuou 0,79%, encerrando aos 7.515,34 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 1,55%, para 25.873,18 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average registrou baixa de 0,26%, fechando aos 52.498,64 pontos.

O aumento da cautela entre os investidores ocorreu após Trump anunciar, em publicação na rede Truth Social, o restabelecimento do bloqueio contra embarcações iranianas e seus clientes. Segundo o presidente norte-americano, a medida busca impedir a circulação de navios ligados ao Irã, mantendo livre a passagem para as demais embarcações no Estreito de Ormuz.

Trump também afirmou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões” da navegação na região, mas que os países que utilizarem a rota deverão reembolsar Washington em valor equivalente a 20% de toda a carga transportada, como forma de compensar os custos com segurança.

O anúncio ampliou as preocupações dos mercados com uma possível intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, região estratégica para o transporte global de petróleo. O aumento da aversão ao risco levou investidores a reduzir exposição a ativos de renda variável, pressionando tanto Wall Street quanto o mercado acionário brasileiro.

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Menos apetite por risco

Relatório do Bradesco BBI, avaliou que os mercados globais encerraram a segunda-feira em tom defensivo, com o avanço do petróleo prolongando preocupações sobre a inflação e seus impactos na trajetória dos juros nas principais economias. Em meio aos novos desdobramentos da Guerra no Oriente Médio, o petróleo brent acelerou a alta durante a tarde, avançando mais de 9%, aos US$ 83/barril.

“O movimento reduziu o apetite por ativos de risco, sustentou o dólar frente a diversas moedas e manteve investidores atentos aos próximos dados de inflação nos Estados Unidos e ao início da temporada de balanços corporativos”, diz trecho do relatório.

No câmbio e na curva de juros, o mercado também acompanhou o movimento internacional, em meio à percepção de que pressões inflacionárias podem reduzir o espaço para flexibilização monetária, de acordo com o BBI.

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