Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Ibovespa pode chegar aos 150 mil pontos em 2021? Veja o que esperar

Ibovespa pode chegar aos 150 mil pontos em 2021? Veja o que esperar

A Bolsa de Valores tomou vários tombos em 2020. A princípio, pela pandemia de Covid-19, e depois por riscos fiscais que dominaram o mercado. E, apesar de todos os obstáculos, a pontuação do Ibovespa finalmente chegou aos 100 mil pontos e se manteve. Os especialistas enxergam 2021 com mais otimismo, com sinais internos e externos que haverá uma melhora.

Em novembro, o Ibovespa fechou o mês com uma alta acumulada de 15,90%, o maior crescimento mensal do ano e o maior ganho mensal desde março de 2016 (quando subiu 16,97%). No total, mais de R$ 30 bilhões em capital estrangeiro entraram na B3 durante o mês.

Além disso, as perdas do ano foram oficialmente zeradas em dezembro. Até dia 23, o mês fechou com 117.806,85 pontos, com alta acumulada de 8,19%. Então fica o questionamento: até onde o Ibovespa pode chegar em 2021?

A perspectiva dos bancos para o futuro do Ibovespa

O Bank of America (BofA) e o Goldman Sachs avaliam que o Ibovespa deve ficar entre 125 e 130 mil pontos ano que vem. Para ambos, os países emergentes vão se beneficiar com a retomada das atividades econômicas.

Conforme o BofA, os “setores cíclicos”, que incluem os materiais básicos, energia e finanças, vão dar a energia principal para a valorização do Ibovespa. Já para o Goldman Sachs, o Brasil é uma região tática interessante, com a junção dos valores de commodities e a perspectiva de vacinação.

Publicidade
Publicidade

O JPMorgan Chase projeta que o Ibovespa chegue aos 134 mil pontos até o final de 2021. Ou, aproximadamente 20% acima do nível atual. De acordo com Emy Shayo, estrategista de ações para a região do banco, o Brasil é o principal candidato da América Latina para ir melhor ano que vem. Segundo Shayo, para que o Ibovespa alcance 150 mil pontos, no entanto, outros fatores além dos previstos precisariam entrar em cena, como um avanço inesperado da retomada econômica e das reformas.

Diferentes cenários

O Banco Safra divulgou sua análise de previsão, apontando 131 mil pontos. Com uma visão otimista, o banco acredita que o possível fim da pandemia trará melhoras. A imagem de um crescimento mundial forte é que os analistas mais gostariam de ver quando se trata do Brasil. Pois, dessa forma, o preço das commodities será impulsionado. Além, é claro, das reformas, cuidado fiscal e privatizações que deveriam ter ocorrido esse ano. De acordo com o relatório, as circunstâncias positivas também contam com os juros baixos.

“O cenário de manutenção dos juros em patamares historicamente baixos também deve continuar promovendo a migração de recursos da renda fixa para renda variável, impulsionada principalmente por investidores pessoa física”, afirmou o banco, em relatório.

Já para o BTG Pactual, o Ibovespa deve ficar na casa dos 139 mil pontos, com uma posição marginalmente positiva. Com seis possíveis cenários para o próximo ano, o banco acredita que, no curto prazo, serão feitos cortes nos gastos fiscais e uma versão mais modesta da PEC Emergencial deve ser aprovada pelo Congresso.

BTG

Em todas as análises econômicas e do mercado acionário de 2021, existe um consenso: reformas e controle fiscal. Apesar da valorização do Ibovespa não se basear inteiramente na preservação do teto de gastos, é indiscutível que a saúde fiscal do país deve melhorar para que, então, a retomada econômica realmente tenha efeitos.

Visão otimista

Acredita-se, de forma geral, que 2021 pode ser um grande ano para a Bolsa de Valores. Durante a Money Week, realizada pela EQI Investimentos, o sócio sênior do banco BTG Pactual, André Esteves, afirmou que a pontuação do Ibovespa pode chegar até os 150 mil pontos. De acordo com ele, “não tem limite para o sucesso”.

Conforme Esteves, a vacina é uma pré-condição para a retomada econômica. “O cenário base é de ampla vacinação global ao longo do primeiro trimestre ou do primeiro semestre de 2021. Esse capítulo temos de fechar. Aí, nada impede o Ibovespa de atingir novos patamares e chegar aos 120.000 ou mesmo 150.000 pontos. Não tem limite para o sucesso”, disse.

Já para Rodrigo Knudsen, gestor da Vitreo, o mercado se encontra na mesma situação que estava no final de 2019. Entretanto, o problema fiscal está muito mais agravado por conta dos gastos contra a pandemia.

“O Ibovespa pode chegar a 150 mil pontos, mas ficaram muito mais importante as reformas tributárias e administrativas. E também as privatizações que estavam planejadas para 2020 e ficaram para trás por causa da pandemia”, disse Knudsen.

Segundo ele, outros fatores internos podem atrapalhar. “A proximidade das eleições pode virar um complicador, o presidente Jair Bolsonaro vai querer ser reeleito e gastar mais dinheiro”, explicou. Knudsen afirma que um Congresso colaborativo com o governo já seria de grande ajuda para a economia no ano que vem.

Visão pessimista

Há quem não tenha tanta fé na melhora prometida. O gestor Rogério Xavier, sócio da SPX, em evento virtual da Empiricus, mostrou pessimismo sobre as chances de medidas necessárias serem aprovadas e a eventual melhora dos problemas fiscais. “Não vejo conjunção de forças para mudar a Constituição (aprovar as PECs) e diminuir os gastos obrigatórios. Sou muito cético de que a gente vá encontrar solução para o problema fiscal”, afirmou.

De acordo com Xavier, existe uma forte desconexão entre o otimismo na bolsa e o pessimismo nos juros futuros. E, portanto, ele classifica a possível performance otimista do Ibovespa como frágil. O gestor aponta também que o Banco Central está deixando a taxa de juros muito baixa com o fiscal desancorado, de forma permissiva. “Se o BC não botar ordem na casa, a inflação vai disparar”, alerta.

Quem vai impulsionar o mercado?

De acordo com Elias Wiggers, assessor de investimentos e sócio da EQI Investimentos, existe uma torcida para que 2021 seja o que 2020 não foi. Assim como os especialistas já mencionados, ele reforça a importância das reformas. Wiggers acredita que o foco no ano que vem, ainda com o dólar mais alto, deve ser o agronegócio. Ele acredita que a primeira colheita do ano que vem já deve ser uma das melhores.

Além disso, ele afirma que uma série de indicadores apontam para um novo ciclo de commodities deve começar em 2021. “O grande drive do mercado tende a ser o agronegócio. E também o novo ciclo de commodities, que é o grande potencializador da próxima curva de crescimento e, eventualmente, um setor de varejo mais aquecido”, disse.

Índice Dow Jones também pode crescer

Existe uma grande expectativa de valorização para o Índice Dow Jones, focado em blue-chips, em 2021. Especialmente por ter subido 10 mil pontos em apenas 10 meses.

Na última [dia da semana] (xx), o índice fechou próximo dos 30 mil pontos. A previsão do analista Patrick Spencer, vice-presidente de ações do banco de investimento Baird, é que até o final do ano que vem o DJI chegue aos 40.000.

Em entrevista à CNBC, ele afirmou que o índice tem mais ações de valor do que de crescimento. Assim, ele acredita que as ações de valor tenham melhor performance, enquanto as de crescimento vão se estabilizar.

Ele afirmou que ainda há muita reticência no mercado, mas que o clima deve melhorar no próximo ano.

Quer saber mais sobre como investir no mercado de ações, no Brasil e no exterior? Preencha o formulário abaixo que um assessor da EQI Investimentos poderá ajudar em sua jornada.