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IFIX hoje cai 0,44%, e MFII11 lidera perdas ao recuar quase 5%

IFIX hoje cai 0,44%, e MFII11 lidera perdas ao recuar quase 5%

Índice encerra aos 3.744,75 pontos com juros futuros em alta; HCTR11 e HSLG11 também caem, enquanto CCME11 avança 2,82%

O IFIX hoje (9) fechou em queda de 0,44%, aos 3.744,75 pontos. O índice de fundos imobiliários perdeu 16,62 pontos em um pregão marcado pelo aumento da aversão ao risco e pelo avanço dos juros futuros.

O principal destaque negativo foi o MFII11, que recuou 4,96%, para R$ 38,25. O fundo continua pressionado pela redução dos dividendos anunciada no fim de julho, quando a distribuição mensal caiu de R$ 0,91 para R$ 0,30 por cota.

Também ficaram entre as maiores baixas HCTR11, TGAR11, HSLG11 e BRCR11. Na ponta positiva, o CCME11 liderou os ganhos após anunciar a manutenção do rendimento mensal.

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Juros futuros pressionam fundos imobiliários

O cenário macroeconômico voltou a pesar sobre o setor. O petróleo Brent avançou 3,36%, para US$ 101,21 por barril, diante da escalada do conflito no Oriente Médio e do risco de novas interrupções no fornecimento de energia.

A alta da commodity ampliou as preocupações com a inflação e com a possibilidade de juros elevados por mais tempo. No Brasil, as taxas dos contratos de DI avançaram ao longo da curva. O vencimento para janeiro de 2035, por exemplo, subiu de 14,02% para 14,22%.

Os juros futuros afetam os fundos imobiliários por duas frentes. Taxas maiores aumentam a atratividade da Renda Fixa e elevam o retorno exigido pelos investidores para manter aplicações em ativos com maior risco. Além disso, reduzem o valor presente dos aluguéis e dos demais fluxos de caixa esperados pelos fundos.

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MFII11 lidera baixas; CCME11 sobe com provento

A queda do MFII11 ocorreu sem um novo fato relevante identificado nesta quarta-feira. A cotação, contudo, ainda reflete a perda de confiança provocada pela redução de aproximadamente 67% nos dividendos.

A gestora definiu pagamentos de R$ 0,30 por cota para julho, agosto e setembro, diante do resultado apurado no trimestre. Antes da mudança, o fundo distribuía R$ 0,91 mensalmente. O próximo pagamento, de R$ 0,30, está previsto para 15 de setembro.

O HCTR11 caiu 4,30%, para R$ 12,95. Na véspera, o fundo anunciou um rendimento de R$ 0,21 por cota, 12,5% inferior aos R$ 0,24 pagos em agosto. O provento será depositado em 15 de setembro aos investidores posicionados no fechamento do dia 8. O fundo também permanece exposto aos riscos de sua carteira de CRIs, que possui operações inadimplentes ou em períodos de carência.

O TGAR11 recuou 3,81%, para R$ 44,40. Já o HSLG11 perdeu 3,78%, cotado a R$ 79,22, após a divulgação do relatório gerencial de agosto.

O resultado mensal do HSLG11 caiu para R$ 0,40 por cota, ante R$ 0,71 em julho, devido ao não pagamento integral de aluguéis pela Casas Bahia, que está em recuperação judicial. A empresa responde por 30,9% da receita imobiliária do fundo.

Mesmo com a redução do resultado, a gestão manteve o dividendo em R$ 0,75. Para isso, utilizou R$ 0,35 por cota das reservas acumuladas, que diminuíram para R$ 0,94, conforme os dados do relatório gerencial.

O BRCR11 completou a lista das cinco maiores baixas, com recuo de 3,09%, para R$ 40,71. O fundo manteve o rendimento mensal em R$ 0,41 por cota, mas continua enfrentando uma vacância elevada em parte de seu portfólio de escritórios.

Na ponta positiva, o CCME11 avançou 2,82%, para R$ 9,13. O fundo anunciou nesta quarta-feira o pagamento de R$ 0,086 por cota em 16 de setembro, mantendo o valor dos dois meses anteriores. A estabilidade ocorreu mesmo com a vacância de 100% do Edifício Kasa Vila Olímpia, compensada pelas demais fontes de receita do portfólio, segundo o comunicado sobre os rendimentos.

Também subiram BTAL11, com alta de 1,83%, JSRE11, com 1,22%, HSAF11, com 0,97%, e RZTR11, com 0,93%. Até o fechamento, não foram localizados novos comunicados capazes de explicar isoladamente essas valorizações.