A Genial Investimentos atualizou sua carteira de fundos imobiliários (FIIs) para abril com a inclusão do MANA11, fundo da Manatí Capital, que passou a representar 12,5% da alocação. A mudança ocorre em um momento de maior volatilidade global, marcado pela revisão das expectativas de cortes de juros e pela escalada das tensões no Irã, com impactos relevantes sobre os preços do petróleo e o ambiente macroeconômico.
Apesar desse cenário mais desafiador, a carteira segue com desempenho superior ao IFIX no acumulado de 2026. Em março, no entanto, houve uma acomodação nos resultados, refletindo principalmente o movimento de reprecificação da curva de juros, que pressionou os ativos do setor imobiliário.
A Carteira Renda apresentou retorno de -0,95% no mês, levemente abaixo do IFIX, que recuou -0,91%. Já a Carteira Valor teve desempenho mais negativo, com queda de -1,12% no mesmo período.
MANA11 reforça estratégia com foco em flexibilidade e geração de renda
A inclusão do MANA11 reflete a busca da Genial por maior flexibilidade e diversificação dentro do portfólio. O fundo possui mandato amplo e atua em diferentes frentes do mercado imobiliário, com predominância em crédito estruturado, mas também com exposição a incorporação, outros FIIs e ações do setor.
Atualmente, a carteira do fundo apresenta uma divisão equilibrada entre ativos indexados ao IPCA e ao CDI, com taxas de IPCA + 10,1% e CDI + 4,0%. Parte relevante da exposição pós-fixada conta com mecanismos de retorno adicional, o que contribui para a resiliência da estratégia em diferentes cenários de juros.
A tese de investimento está ancorada na originação própria de operações, permitindo acesso a estruturas exclusivas com potencial de retorno superior. Com isso, o fundo combina geração de renda recorrente com oportunidades de ganho de capital.
Nos últimos 12 meses, o MANA11 apresentou dividend yield de 14,21%, com distribuição média de R$ 0,11 por cota e liquidez diária próxima de R$ 1,5 milhão.
Mesmo diante de um ambiente mais incerto, a Genial optou por manter sua estratégia central, baseada no equilíbrio entre fundos de papel e de tijolo. As alterações realizadas foram pontuais e não alteram a visão estrutural da carteira, que segue focada em qualidade e consistência de retornos ao longo do tempo.






