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Fundos imobiliários atingem recordes históricos na B3 em janeiro

Fundos imobiliários atingem recordes históricos na B3 em janeiro

Mercado de FIIs inicia 2026 com base recorde de investidores, patrimônio de R$ 200 bilhões e maior liquidez da história

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) da B3 iniciou 2026 em ritmo acelerado e alcançou, em janeiro, três recordes históricos simultâneos: a base de investidores superou 3 milhões de pessoas, o estoque financeiro atingiu R$ 200 bilhões e o volume médio diário de negociações (ADTV) chegou a R$ 537 milhões.

Pela primeira vez, o número de investidores com posição em custódia ultrapassou a marca de 3 milhões, somando 3,033 milhões em janeiro. O resultado representa um avanço significativo frente aos 2,785 milhões registrados no mesmo mês de 2025, reforçando a expansão do interesse pelo produto.

Estoque financeiro alcança R$ 200 bilhões

O estoque financeiro sob custódia na B3 atingiu um patamar inédito ao chegar a R$ 200 bilhões. O crescimento reflete tanto a valorização dos ativos quanto a entrada de novos fluxos de capital no segmento. As pessoas físicas seguem como principais detentoras, com participação de 72,9% do total. Investidores institucionais respondem por 21,6%, enquanto os não residentes representam 4,2%.

Segundo Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities da B3, os resultados indicam uma fase de consolidação dos FIIs no mercado brasileiro. De acordo com ela, a conquista simultânea dos três recordes demonstra que os fundos imobiliários vêm se consolidando como peça relevante nas carteiras, especialmente entre investidores de varejo que buscam geração de renda passiva e diversificação por meio de ativos imobiliários listados.

Liquidez média diária também bate recorde

A liquidez acompanhou o movimento de expansão. O volume médio diário negociado bateu recorde histórico ao atingir R$ 537 milhões. No acumulado do mês, o mercado à vista movimentou R$ 11,3 bilhões, distribuídos em cerca de 15 milhões de negócios.

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Em termos de participação no volume financeiro, investidores institucionais lideraram com 39,7%, seguidos de perto pelas pessoas físicas, com 39,0%. Estrangeiros responderam por 17,8% das negociações.

O segmento encerrou janeiro com 434 fundos disponíveis para negociação, cinco a mais que no mês anterior, ampliando as opções para os investidores.

IFIX sobe 2,3% em janeiro

No campo da rentabilidade, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) registrou valorização de 2,3% em janeiro. No acumulado de 12 meses, o índice apresenta alta de 27,8%.

Entre os fundos mais negociados no período, o CPOF11 (Capitânia Office) liderou com volume médio diário de R$ 41,2 milhões, equivalente a 7,7% do total. Na sequência aparecem TRXF11 (R$ 22,3 milhões), KNCR11 (R$ 19,3 milhões), MXRF11 (R$ 19,2 milhões) e BTLG11 (R$ 18,9 milhões). Também figuram entre os dez mais negociados GSF111, CPLG11, GARE11, XPML11 e HGLG11.

O desempenho de janeiro consolida o início de 2026 como um período de forte atividade para os fundos imobiliários, reforçando o papel do segmento no mercado de capitais brasileiro.