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FIIs de recebíveis ganham protagonismo e impulsionam emissões em 2025

FIIs de recebíveis ganham protagonismo e impulsionam emissões em 2025

Relatório do Banco do Brasil analisa o avanço dos FIIs de recebíveis e o cenário para 2026

Os Fundos Imobiliários de Recebíveis seguem ganhando relevância no mercado de capitais brasileiro e já representam cerca de 35% da composição do IFIX, refletindo a consolidação do segmento como uma das principais frentes de financiamento do setor imobiliário. O movimento é analisado na 13ª edição do Setorial de Fundos Imobiliários do Banco do Brasil.

Fechamento da curva de juros sustenta crescimento do mercado

O fechamento da curva de juros, aliado à retomada das emissões, tem contribuído para um crescimento robusto do patrimônio líquido dos FIIs custodiados na B3. Com o IFIX renovando máximas históricas e a expectativa de início de um ciclo de cortes de juros no horizonte, o número de investidores em fundos imobiliários avançou 6,4% em 2025, alcançando aproximadamente 2,9 milhões de investidores, segundo o relatório.

Institucionais lideram emissões apesar de cenário ainda restritivo

Mesmo com a expansão da base de investidores do varejo, o ritmo das emissões ao longo do ano foi ditado principalmente pelos investidores institucionais. Ainda que a política monetária permaneça contracionista e grande parte dos fundos negocie abaixo do valor patrimonial, 2025 registrou o maior volume de emissões desde 2021, impulsionado sobretudo por aquisições de ativos entre FIIs e investidores institucionais, estruturadas com pagamento em cotas, aponta o Banco do Brasil.

CRIs se consolidam como principal alternativa de funding

No segmento de recebíveis, a dinâmica do funding via poupança segue sendo um dos principais pontos de atenção do mercado. Paralelamente, as estruturas de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) vêm se consolidando como alternativas relevantes de financiamento imobiliário, com demanda crescente por parte dos fundos imobiliários, de acordo com a análise.

Relatório detalha indicadores dos principais FIIs do IFIX

A 13ª edição do Setorial de Fundos Imobiliários do Banco do Brasil apresenta um retrato dos maiores FIIs integrantes do IFIX, com comparativos de indicadores técnicos como Dividend Yield e relação Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP). O estudo também reúne métricas relacionadas à composição dos portfólios, como a taxa média de aquisição dos ativos e a concentração das três maiores posições em CRIs de cada fundo.

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Perspectivas para 2026 indicam maior seletividade na escolha dos ativos

Para 2026, a expectativa é de compressão dos dividendos em um cenário de inflação mais comportada. Mesmo com a possibilidade de afrouxamento da política monetária, o Banco do Brasil avalia que o patamar de juros deve permanecer elevado, refletindo um risco de crédito ainda relevante — especialmente para os fundos classificados como High Yield.

Nesse contexto, a preferência segue voltada aos fundos High Grade, que combinam maior qualidade de crédito, boa diversificação e capacidade de sustentar dividendos atrativos mesmo com a inflação convergindo para a meta do Banco Central.