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A conta do Grupo Pão de Açúcar não fecha

A conta do Grupo Pão de Açúcar não fecha

Quando a dívida vence, ela não quer saber se você “está em transformação”. São R$ 4 bilhões e tem bomba com data

Você pode trocar o hashtag#CEO, trocar o hashtag#conselho, trocar o discurso…
mas tem uma coisa que não muda: dinheiro entrando menos do que dinheiro saindo.

O GPA (PCAR3) está há anos vivendo de “ajuste” e “esperança”. Só que esperança não paga juros.

Teve melhora no caixa operacional em 2025? Teve.
Mesmo assim, o custo financeiro engole o pouco fôlego.
E ainda tem a sangria paralela: trabalhista, acordo tributário, fechamento de lojas, honorário — aquele tipo de conta que aparece quando a empresa está sempre apagando incêndio.

No meio disso, a gestão virou rodízio: 3 CEOs em 4 meses.

Com esse vai-e-vem, ninguém executa nada. Um chega, “revê”. O outro “reorganiza”. O próximo “prioriza”.

E a operação fica assistindo.

E aí vem 2026, com vencimento grande na porta. Quando a dívida vence, ela não quer saber se você “está em transformação”. São R$ 4 bilhões e tem bomba com data: R$ 1,5 bilhão vencendo em 2026 — com pancada grande em maio/junho.

O mercado já precificou a bagunça: 20% do capital está vendido a descoberto.

Porque, do jeito que está, a história vira sempre a mesma: ganhar tempo até o tempo cobrar mais caro.

Vai entrar dinheiro novo e limpar a bagunça… ou vão continuar empurrando com a barriga até alguém ser obrigado a decidir?