O fundo imobiliário BTLG11 encerrou o mês de novembro com lucro de R$ 34,03 milhões, resultado praticamente estável em relação a outubro, quando havia registrado R$ 34,18 milhões. O desempenho foi sustentado por uma receita total de R$ 31,72 milhões, enquanto as despesas do período somaram R$ 1,38 milhão.
A eficiência operacional do portfólio se refletiu em um NOI (resultado operacional líquido) de R$ 30,34 milhões no mês. Já o resultado imobiliário alcançou R$ 38,25 milhões, evidenciando a solidez da operação dos ativos logísticos do fundo.
Com base nesses números, o BTLG11 anunciou a distribuição de R$ 0,79 por cota, paga em dezembro de 2025 e referente à competência de novembro. Considerando o preço de fechamento das cotas ao final do mês, o provento representa um dividend yield anualizado de aproximadamente 9,1%.
O mês de dezembro também foi marcado por movimentações estratégicas relevantes, especialmente ligadas à reciclagem de portfólio e ao fortalecimento da posição de caixa.
BTLG11 avança na reciclagem de ativos e fortalece liquidez
O fundo recebeu R$ 15,6 milhões referentes à última parcela da venda do imóvel BTLG Campinas. A operação gerou um lucro estimado de R$ 4,3 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,08 por cota.
Outro destaque foi a conclusão da venda de dois imóveis corporativos adquiridos na transação envolvendo o FII SARE11. A operação resultou em uma entrada de R$ 560,4 milhões em caixa e em um ganho aproximado de R$ 27 milhões, ou R$ 0,49 por cota. Com isso, o BTLG11 encerrou integralmente sua exposição a ativos corporativos.
A receita proveniente de investimentos em FIIs e CRIs também apresentou crescimento, impulsionada pelo aumento da alocação em fundos imobiliários após a aquisição do SARE11. Desde então, o fundo já realizou cerca de R$ 60 milhões em desinvestimentos, convertidos diretamente em caixa.
Considerando os recursos obtidos com a venda dos imóveis corporativos e os desinvestimentos adicionais previstos em FIIs, a gestão estima que o BTLG11 deverá encerrar esse ciclo com aproximadamente R$ 700 milhões em caixa. Segundo o administrador, esse montante é suficiente para cobrir obrigações financeiras e despesas operacionais ao longo de 2026.
O fundo também reconheceu R$ 2,0 milhões na linha de lucro com vendas, referentes à décima parcela da negociação do ativo Barueri, conforme divulgado anteriormente. O saldo remanescente será recebido ao longo dos próximos quatro meses, em pagamentos mensais.






