O fundo imobiliário HSI Malls (HSML11) possui fundamentos operacionais considerado sólidos e que podem atrair os investidores. Um dos fatores é porque esse fundo negocia preços considerados atrativos em relação aos pares do setor. A estratégia do fundo voltado a shopping centers combina gestão especializada, participações majoritárias nos empreendimentos e um portfólio de ativos consolidados em suas regiões de atuação. Além disso, o dividend yield segue em patamar competitivo, reforçando o apelo para investidores em busca de renda recorrente em um ambiente ainda marcado por juros elevados.
De acordo com relatório da XP, a recomendação é de compra, sustentada por três pilares: gestão com forte alinhamento de interesses, ativos maduros com desempenho consistente e valuation descontado. Um dos diferenciais apontados é o modelo de administração. Diferentemente de outros fundos de shopping centers, o HSML11 não terceiriza a gestão para grandes operadoras. A administração é realizada pela Alqia, empresa do Grupo HSI, o que favorece maior controle estratégico e eficiência operacional.
O portfólio é composto por shoppings com elevado grau de maturidade e fluxo estável de receitas. A presença relevante de lojas âncora — que representam 66% da ABL própria — contribui para a resiliência dos empreendimentos. A taxa de ocupação atingiu 97,4%, o maior nível desde a criação do fundo e acima da média dos pares de referência, estimada em 96%. Ao mesmo tempo, inadimplência líquida e descontos concedidos permanecem sob controle, refletindo a saúde financeira dos lojistas.
Performance em 2025
Em 2025, o fundo registrou crescimento de 7% no NOI por metro quadrado e alta de 5% nas vendas, desempenho cerca de um ponto percentual acima da inflação, mesmo diante de uma política monetária mais restritiva. No comparativo setorial, o NOI por m² do HSML11 fica atrás apenas do XPML11, reconhecido por reunir ativos icônicos.
A tese também considera o potencial de expansão. O Shopping Uberaba, responsável por 15% do NOI, está com 40% das obras concluídas. A estimativa é de acréscimo de R$ 13,6 milhões ao NOI após a entrega, com yield on cost projetado de 21%. Apesar de alavancagem líquida de 19,1% e LTV de 21,9% — acima da média dos fundos cobertos — a liquidez é considerada confortável.






