O fundo imobiliário $EXES11 chegou na marca de 3,12 mil cotistas. A base é aproximadamente o triplo da registrada no início do ano, quando o fundo tinha perto de mil investidores, segundo Artur Carneiro, sócio-fundador da Éxes.
A oferta secundária de cerca de R$ 56 milhões faz parte da estratégia da gestora de aumentar a base de investidores e melhorar a liquidez das cotas na Bolsa.
A operação envolve cotas pertencentes a um fundo com capital proprietário dos sócios da gestora, vendidas a R$ 9,50 cada. Os recursos vão para o cotista vendedor, sem ingresso de dinheiro novo no EXES11. Os custos da oferta ficam com o ofertante.
“A gente tinha um fundo nosso, proprietário, com dinheiro próprio, que tinha uma posição relevante no EXES11. Vamos fazer uma oferta secundária: vou pegar esses ativos que estão aqui parados na minha carteira e disponibilizar para uma base maior de investidores, para pulverizar e ganhar liquidez no fundo. Com essa liquidez, vou fazer uma expansão do fundo no ritmo que o mercado exige”, afirma Carneiro, em entrevista exclusiva ao portal EuQueroInvestir.
O executivo atribui o crescimento da base à combinação da oferta, do trabalho de divulgação e do desempenho do fundo. A expansão inclui pessoas físicas e novos investidores institucionais, cuja presença, na avaliação dele, contribui para a estabilidade das cotas.
Carneiro associa as oportunidades no crédito imobiliário à redução dos recursos da poupança e à necessidade de outras fontes de financiamento. Segundo ele, a Éxes reúne quase R$ 900 milhões em operações potenciais de crédito imobiliário, enquanto o patrimônio líquido do EXES11 gira em torno de R$ 140 milhões.
O que sustenta os rendimentos do EXES11?
O EXES11 mantém distribuições de R$ 0,13 por cota durante 20 meses consecutivos, conforme Carneiro. Ele relaciona essa regularidade à originação própria: a gestora identifica as necessidades dos empreendedores, estrutura as operações e define as garantias.
“A gente vai, encontra o empreendedor, entende o problema dele, monta uma solução que resolve o problema dele como um todo, busca o arcabouço de garantias e pensa com uma visão de longo prazo de quem vai carregar aquele papel. Isso tudo faz com que a gente consiga ter um risco e retorno que sejam bastante interessantes, tragam um bom retorno, mas também tragam sustentabilidade. Estou há 20 meses fazendo isso. Estou há cinco anos performando o fundo muito bem”, explica.
O executivo pondera que mais da metade da carteira está alocada em ativos atrelados ao CDI. Por isso, uma eventual queda dos juros tende a reduzir o retorno desses investimentos e pode se refletir nas distribuições do fundo. Na avaliação dele, o crédito continua atrativo mesmo com juros menores, mas os rendimentos acompanham parte dessa redução.
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