O dólar fechou praticamente estável diante do real nesta quinta-feira (8), em uma sessão marcada por oscilações estreitas e pela cautela dos investidores diante do cenário eleitoral brasileiro e das perspectivas para os juros nos Estados Unidos.
A moeda americana à vista encerrou o pregão com alta de 0,17%, cotada a R$ 5,0240 para venda. No acumulado de 2026, porém, o dólar ainda registra queda de 8,47% frente ao real.
No mercado doméstico, as atenções continuaram concentradas na disputa pela Presidência da República. Após a forte movimentação dos ativos brasileiros no início da semana, investidores reduziram o ritmo das operações e passaram a aguardar novas pesquisas eleitorais e sinais sobre o segundo turno.
O ambiente externo também limitou movimentos mais fortes do real. A disparada dos preços do petróleo voltou a aumentar as preocupações com a inflação mundial. O Brent chegou a ultrapassar US$ 105 durante o dia, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, o mercado continuou repercutindo a ata mais recente do Federal Reserve. O documento indicou que a maioria dos dirigentes considera provável uma nova alta dos juros até o fim do ano, embora integrantes do banco central tenham sinalizado que não há necessidade de acelerar o ritmo do aperto monetário.
O governador do Fed Christopher Waller afirmou nesta quinta-feira que novas altas provavelmente serão necessárias para combater a inflação, mas deixou aberta a possibilidade de uma pausa na reunião de outubro. O mercado atribui uma probabilidade bem maior de elevação dos juros em dezembro.
Apesar das pressões externas, o dólar perdeu força no mercado internacional ao longo da sessão. O índice DXY, que compara a moeda americana com uma cesta de divisas fortes, recuava cerca de 0,08%, para 102,17 pontos.
A combinação entre eleições brasileiras, juros americanos e comportamento do petróleo deve continuar ditando o ritmo do câmbio nos próximos pregões. No mercado doméstico, pesquisas eleitorais e sinalizações sobre política fiscal tendem a ganhar peso conforme o segundo turno se aproxima.






