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4 ETFs de IA para ter agora, segundo a BlackRock; veja como comprar

4 ETFs de IA para ter agora, segundo a BlackRock; veja como comprar

Segundo a gestora, o mercado ainda está apenas “arranhando a superfície” do potencial da IA, especialmente na convergência entre computação, processos digitais e segurança

A inteligência artificial ocupa o centro das atenções na mais recente leitura temática da BlackRock e ajuda a explicar por que o tema segue como um dos mais promissores para investidores em 2026. Nesse cenário, a gestora indica quatro ETFs e seus respectivos BDRs para quem deseja investir e aproveitar a onda das IAs.

Segundo a gestora, o mercado ainda está apenas “arranhando a superfície” do potencial da IA, especialmente na convergência entre computação, processos digitais e segurança — um eixo que a BlackRock define como “computação e conflito”. Esse movimento amplia o leque de oportunidades e reforça a tese de diversificação dentro do próprio universo de IA.

Na avaliação da BlackRock, o foco do investidor começa a ir além do crescimento no número de usuários e passa a observar a profundidade do uso da tecnologia. O avanço da IA em áreas sensíveis, como defesa, cibersegurança e sistemas críticos, ganha relevância em um contexto de fragmentação geopolítica e transição de estruturas físicas para capacidades digitais.

Fundos da BlackRock vão desde empresas de tecnologia até defesa

Para quem busca exposição ampla a toda a cadeia de valor da inteligência artificial, a gestora destaca o ETF iShares Future AI & Tech (ARTY), que reúne empresas ligadas ao desenvolvimento, à infraestrutura e às aplicações da tecnologia. Este fundo está disponível na B3 por meio do BDR com ticker BARY39.

Outra alternativa é o iShares AI Innovation and Tech Active (BAI, ou BDR BAIQ39), de gestão ativa, que busca maximizar o retorno total com investimentos distribuídos ao longo do ecossistema de IA.

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Ainda dentro desse mesmo eixo temático, a BlackRock chama atenção para a interseção entre tecnologia e defesa. O aumento dos gastos militares, sobretudo nos Estados Unidos, tem sido acompanhado por uma digitalização crescente dos sistemas de defesa. Nesse contexto, investidores interessados nesse segmento podem considerar o iShares US Aerospace & Defense (ITA, disponível na B3 pelo BDR BAER39), focado no mercado americano e que adota uma abordagem global ativa e inclui empresas dos setores aeroespacial, de defesa e de cibersegurança. Esses produtos ajudam a compor uma carteira de IA mais diversificada, indo além das big techs tradicionais.

Investimento em infraestrutura de IA deve atingir US$ 100 tri até 2040

Divisão dos Investimentos em IA até 2040. Fonte: BlackRock

O relatório também destaca que o crescimento acelerado da inteligência artificial exige uma base física robusta, o que conecta diretamente o tema de IA à infraestrutura. A estimativa da BlackRock é que o investimento global cumulativo em infraestrutura ultrapasse US$ 100 trilhões até 2040, impulsionado por data centers, redes de transmissão, logística e energia.

Desse volume de investimento, a maioria deve vir de mercados da Ásia, com aproximadamente US$ 70 trilhões. As Américas vêm a seguir, com US$ 16 tri; e a Europa com US$ 13 trilhões. África e Oceania, somam US$ 7 trilhões.

A BlackRock ressalta que essas megatendências não atuam de forma isolada. Inteligência artificial, criptomoedas, fragmentação geopolítica e infraestrutura estão cada vez mais interligadas, moldando tanto a economia quanto o comportamento dos mercados. Não por acaso, os fundos temáticos nos Estados Unidos multiplicaram por 11 seu patrimônio sob gestão na última década, evidenciando o apetite dos investidores por esse tipo de exposição. Dentro desse universo, produtos ligados a criptoativos também seguem em destaque, com o iShares Bitcoin Trust (IBIT) figurando como o ETP de crescimento mais rápido da história.

Para o investidor interessado no tema de inteligência artificial, a BlackRock sugere que a escolha não se limite a um único segmento. Uma estratégia de rotação temática, como a adotada pelo iShares US Thematic Rotation Active (THRO), pode ajudar a ajustar dinamicamente a exposição aos temas mais relevantes ao longo do tempo.

Assim, ao olhar para 2026, a mensagem da BlackRock é clara: a inteligência artificial continua sendo um dos principais motores de transformação dos mercados, mas seu verdadeiro potencial está na combinação com defesa, infraestrutura e energia. Para quem busca se posicionar agora, os ETFs de IA surgem como uma porta de entrada prática para capturar essas tendências de longo prazo.

O que são BDRs?

Os BDRs, sigla para Brazilian Depositary Receipts, são certificados negociados no mercado brasileiro que representam ações de empresas estrangeiras. Embora estejam ligados a companhias listadas no exterior, esses papéis são emitidos e negociados no Brasil, em reais, o que dispensa a necessidade de envio de recursos para fora do país por parte do investidor.

Na prática, os BDRs funcionam como uma porta de entrada para o mercado internacional de forma mais simples e acessível. Um dos principais atrativos desse tipo de ativo é a possibilidade de diversificação da carteira, permitindo exposição a empresas globais sem a complexidade operacional de investir diretamente no exterior.

Uma diferença relevante em relação às ações tradicionais é que um BDR não corresponde, necessariamente, a uma ação inteira da companhia estrangeira, mas pode representar apenas uma fração dela. Isso tende a reduzir o valor mínimo de investimento e facilita a composição de portfólios diversificados com menor desembolso inicial.

Outra distinção importante é que o investidor em BDRs não possui os direitos de sócio da empresa, como voto em assembleias. Nesse sentido, o funcionamento se aproxima mais ao de um fundo de investimento. Para estruturar um BDR, a instituição emissora adquire ações no exterior, reúne esses papéis em uma estrutura e distribui frações desse conjunto aos investidores brasileiros, que passam a deter cotas desse “pacote”.

Do ponto de vista de retorno, quem investe em BDRs participa indiretamente dos resultados da empresa estrangeira. O investidor tem direito aos dividendos distribuídos pela companhia no exterior e também acompanha a valorização ou desvalorização das ações lá fora. Se a empresa apresentar bons resultados, isso tende a se refletir positivamente no preço do BDR e nos proventos recebidos. Em contrapartida, eventuais quedas no valor dos papéis internacionais também impactam o investimento no Brasil.

Apesar de estarem atrelados a empresas estrangeiras, os BDRs não são considerados investimentos no exterior. Eles seguem integralmente as regras do mercado brasileiro, inclusive no que diz respeito à tributação e às normas sucessórias. Por isso, embora ajudem na diversificação por setor ou região de atuação das empresas, os BDRs não eliminam o chamado risco Brasil, um ponto que deve ser levado em conta por investidores que buscam proteção contra eventos domésticos.

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