O tênis tem atraído investimentos em clubes e espaços esportivos voltados ao público de alta renda em São Paulo. Entre os empreendimentos que seguem essa tendência está o Smash Courts, complexo que recebeu mais de R$ 5 milhões e reúne quadras, serviços de bem-estar e áreas de convivência em uma das principais regiões empresariais da capital.
O clube fica na Avenida Doutor Chucri Zaidan, próximo à Ponte Estaiada, no eixo entre a Berrini e a Faria Lima. A escolha do endereço está relacionada à concentração de escritórios, empresas e profissionais do mercado financeiro, público que faz parte da estratégia comercial do negócio.
Com aproximadamente 5 mil metros quadrados, o Smash Courts pertence aos sócios Luis Felipe Palomares e Marcos Ashcar. O projeto foi desenvolvido para atender praticantes de tênis e pickleball, além de receber atividades corporativas e eventos.
O que oferece o Smash Courts?
A estrutura conta com oito quadras, sendo seis de tênis e duas de pickleball. O espaço também dispõe de bar, loja especializada, vestiários, estacionamento interno, áreas de convivência e serviços de fisioterapia e recuperação física.
Nas quadras cobertas, o clube utiliza piso de borracha SBR da Lisonda, empresa responsável pela instalação desse tipo de superfície pela primeira vez no Brasil. A iluminação segue os padrões da Federação Internacional de Tênis (ITF).
O custo das atividades acompanha o posicionamento comercial do espaço. As aulas podem chegar a R$ 520 por hora, enquanto a locação das quadras alcança R$ 360. Há também opções de pacotes para diferentes períodos de utilização.
Investimento de R$ 5 milhões e espaço compartilhado para eventos
O Smash Courts funciona em uma área compartilhada com o Varanda Estaiada, espaço de eventos localizado na mesma região. As duas operações utilizam a estrutura de maneira complementar, permitindo a realização de atividades esportivas e eventos em diferentes períodos.
O formato faz parte da estratégia de utilização do imóvel. Enquanto o clube mantém atividades esportivas regulares, o Varanda Estaiada recebe eventos corporativos, sociais e apresentações, com capacidade para públicos de até 4 mil pessoas.
A divisão de atividades permite que o espaço tenha diferentes fontes de receita, uma questão relevante para negócios instalados em regiões de alto custo imobiliário.
O projeto também atende a dois segmentos comerciais: o consumidor que procura aulas e locação de quadras e as empresas interessadas em eventos e atividades de relacionamento.
Clubes de tênis entram no radar dos investimentos de alto padrão
O Smash Courts integra um movimento de investimentos em estruturas esportivas associadas ao mercado de lifestyle e bem-estar. Em São Paulo, a procura por atividades físicas e espaços de convivência tem levado empresas a desenvolver projetos que combinam esporte, serviços e entretenimento.
Outro exemplo é o Fasano Tennis Club, projeto da JHSF no Complexo Cidade Jardim. Com uma área prevista de aproximadamente 25 mil metros quadrados, o clube contempla dez quadras de tênis e até oito casas mobiliadas destinadas à locação de longa permanência.
Os dois projetos possuem propostas diferentes, mas mostram como o tênis passou a fazer parte de investimentos voltados ao público de alta renda na capital paulista.
No caso do Smash Courts, a proximidade com a Faria Lima e a possibilidade de utilização do espaço para eventos fazem parte da estrutura comercial do negócio. O clube também acompanha a presença crescente do esporte em ambientes corporativos, nos quais atividades físicas e encontros profissionais dividem a agenda.
A combinação de quadras, serviços e espaços para eventos coloca o Smash Courts entre os empreendimentos que exploram diferentes formas de utilização de estruturas esportivas em São Paulo.
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Quer investir no tênis? Conheça o Fundo Match Point Brasil
O interesse pelo tênis também chegou ao mercado financeiro. Uma das iniciativas é o Fundo Match Point Brasil, desenvolvido pela EQI Investimentos em parceria com o Instituto Tennis Route, centro de formação de atletas localizado no Rio de Janeiro.
O fundo é voltado à renda fixa, tem o CDI como referência de rentabilidade e oferece liquidez diária. Seu diferencial está na destinação de 100% da taxa de administração ao Instituto Tennis Route, responsável pela preparação de jovens tenistas brasileiros.
Os recursos destinados ao instituto contribuem para despesas com treinamentos, viagens, equipamentos e acompanhamento técnico dos atletas. A iniciativa também contempla o desenvolvimento de jogadores que buscam espaço no circuito profissional.
Com aplicação mínima divulgada de R$ 1, o Match Point Brasil aproxima o mercado de investimentos do financiamento esportivo. Para o investidor, trata-se de uma alternativa de renda fixa cuja estrutura de taxas contribui para a formação de atletas, sem eliminar os riscos próprios de aplicações financeiras.






