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Como a Tennis Route quer formar novos tenistas brasileiros com apoio da EQI 

Como a Tennis Route quer formar novos tenistas brasileiros com apoio da EQI 

Com o fundo Match Point Brasil, parceria entre Instituto Tennis Route e EQI Investimentos ajuda a financiar estrutura, viagens e formação de jovens atletas

A Tennis Route se consolidou como uma das principais referências na formação de tenistas no Brasil. Criada em 2008, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a academia reúne estrutura de alto rendimento, profissionais especializados e um histórico ligado ao desenvolvimento de atletas que passaram ou ainda treinam no centro, como Bia Haddad, Thomaz Bellucci, Thiago Monteiro, Thiago Wild e Gustavo Heide.

Mas o trabalho da Tennis Route vai além do rendimento esportivo. Por meio do Instituto Tennis Route, criado em 2010, a marca atua para democratizar o acesso ao tênis e criar oportunidades para jovens que encontram no esporte uma chance de crescimento, disciplina e desenvolvimento pessoal.

Agora, com a parceria entre Tennis Route e EQI Investimentos, esse projeto ganha uma nova frente de apoio: o fundo Match Point Brasil.

O que é o Instituto Tennis Route?

O Instituto Tennis Route nasceu com a proposta de tornar o tênis mais acessível. Em um esporte historicamente associado a altos custos, a iniciativa busca abrir portas para crianças e jovens, oferecendo estrutura para que eles possam conhecer a modalidade, treinar e, em alguns casos, seguir caminho no alto rendimento.

Segundo Rafael Racy, diretor de operações do Instituto Tennis Route, o papel da instituição é oferecer uma base completa para que os atletas consigam se desenvolver. “O papel da Tennis Route é basicamente dar toda a estrutura possível, tanto física quanto em termos de pessoal, de fisioterapeuta, preparador físico, técnico e tudo, e fazer com que esses atletas consigam focar apenas no que interessa, que é serem ótimos jogadores de tênis”, afirma.

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Essa estrutura inclui treinos em quadra, preparação física, acompanhamento de fisioterapia, suporte técnico e convivência com atletas profissionais. A ideia é reduzir obstáculos para que os jovens possam se concentrar no processo de formação.

A parceria com a EQI Investimentos

A aproximação entre a Tennis Route e a EQI Investimentos deu origem ao Match Point Brasil, um fundo que une investimento financeiro e impacto no esporte. Na prática, a proposta é permitir que investidores tenham rentabilidade atrelada ao CDI, enquanto a EQI repassa recursos ao projeto ligado ao desenvolvimento de tenistas.

De acordo com Racy, a parceria surgiu a partir de conversas entre pessoas conectadas pelo tênis. “A parceria entre a EQI e o time Tennis Route surgiu de muitas conversas de pessoas que são apaixonadas por tênis”, explica. Para ele, o modelo permite que qualquer fã do esporte participe do crescimento de jovens jogadores brasileiros.

Racy resume a proposta como uma forma simples de contribuir: “É uma maneira super fácil que qualquer um literalmente consegue ajudar e fazer parte sem ter que tirar a mão do bolso”.

O que o fundo faz e para onde vai o investimento?

Tennis Route
Reprodução

O fundo Match Point Brasil foi criado para ajudar a bancar uma das partes mais difíceis da carreira de um tenista: a estrutura necessária para competir e evoluir. Isso inclui treinamentos, viagens, inscrições em torneios, equipe técnica, saúde, preparação física e suporte psicológico.

Racy destaca que, no dia a dia, o fundo viabiliza condições para que os atletas mantenham o foco no tênis. “O fundo, na prática, viabiliza toda essa estrutura de treinamentos. A gente tem um fundo de recursos que vai para as viagens desses jogadores, então basicamente toda a estrutura que eles precisam no dia a dia deles, como na carreira”, afirma.

O investimento, portanto, não fica restrito às aulas. Ele sustenta uma cadeia de formação. Ajuda o atleta a treinar, competir, viajar, se cuidar fisicamente e conviver em um ambiente de alto rendimento.

A barreira financeira no tênis

Seguir carreira no tênis exige mais do que talento: o custo de viagens, torneios, hospedagem, equipe técnica e preparação torna o caminho especialmente difícil para jovens atletas brasileiros.

Para Racy, essa ainda é uma das maiores barreiras da modalidade. “É uma super barreira. O tênis é um esporte que exige que você viaje muito, então é praticamente impossível que você jogue tênis sem recursos financeiros relevantes”, diz.

É nesse ponto que a parceria Tennis Route e EQI Investimentos ganha força. O fundo busca aliviar parte dessa pressão financeira para que os jogadores tenham “uma preocupação a menos”, como define o diretor.

Quem são os jovens da nova geração?

A Tennis Route trabalha com atletas juvenis e profissionais, além de jovens em fase de transição para o circuito adulto. Entre os nomes citados por Racy estão João Bonini, Miguel Ferrasta, Miguel Daiha e Elisa Lasmar, todos vistos como promessas em diferentes estágios de desenvolvimento.

“A gente tem jovens como o João Bonini, que faz parte do nosso projeto, que é um garoto de 18 anos, que foi super bem na carreira e está iniciando uma carreira profissional super promissora”, afirma. Ele também cita Miguel Ferrasta, “um garoto de uns 14 anos, super bem colocado no ranking”, e Miguel Daiha, que vive o começo da transição profissional.

Sobre Elisa, Racy destaca que ela ainda é muito jovem, mas já apresenta resultados importantes. Segundo ele, a atleta “tem tudo para ser muito boa”.

Como é o dia a dia na Tennis Route?

A rotina de um atleta da Tennis Route é intensa. De acordo com Racy, os jovens costumam treinar em dois períodos por dia, com atividades em quadra e preparação física. “De manhã e de tarde sempre tem dois treinos físicos e dois treinos em quadra”, explica.

Além disso, há acompanhamento de fisioterapia e preparação específica de acordo com a fase da temporada ou o torneio que o atleta vai disputar. A agenda muda conforme o calendário, mas a base é de dedicação diária.

O ambiente também favorece a troca entre gerações. Juvenis convivem com profissionais e, muitas vezes, treinam ao lado deles. Para Racy, isso é fundamental. Os mais jovens têm contato direto com nomes como Thiago Monteiro, Thiago Wild, Gustavo Heide, João Reis e outros atletas experientes, o que ajuda a criar referências concretas.

Tennis Route não é só projeto social

Um dos pontos centrais do Instituto Tennis Route é que ele não se limita à ideia tradicional de projeto social. A proposta combina massificação do esporte, formação cidadã e alto rendimento. Ou seja, o tênis é usado tanto como ferramenta de inclusão quanto como caminho para formar atletas competitivos.

Racy explica que essas dimensões andam juntas. “A gente acredita, inclusive, que uma coisa não existe sem a outra”, diz. Para ele, os jogadores profissionais funcionam como ídolos e referências para as crianças que estão começando.

Ao mesmo tempo, sem ampliar o acesso ao esporte, não surgem os talentos do futuro.

Essa visão mostra que o Instituto busca formar mais do que tenistas. Forma jovens com disciplina, rotina, responsabilidade e convivência. São, como define a proposta da entidade, tenistas sociais: atletas e cidadãos preparados para lidar com os desafios dentro e fora da quadra.

O futuro da nova geração brasileira de tenistas

A nova geração do tênis brasileiro é vista com otimismo dentro da Tennis Route. Racy cita referências como João Fonseca, Bia Haddad e Thiago Monteiro como nomes que ajudam a puxar o momento positivo da modalidade.

“Eu enxergo com um potencial enorme”, afirma. Para ele, o Brasil vive uma fase favorável, com mais gente começando a jogar e com boas referências para inspirar os mais jovens.

O papel da Tennis Route, daqui para frente, será seguir oferecendo estrutura para que esses talentos possam crescer. Como resume Racy, a missão é garantir que os atletas tenham os recursos necessários para focar no que precisam fazer: jogar tênis.

Roberta Picinin
Escrito porRoberta Picinin Jornalista

Roberta Picinin é jornalista formada pelo Centro Universitário FMU-FIAM-FAAM. Atua há 8 anos na área de comunicação, com passagens pelo jornal O Estado de S. Paulo e Jovem Pan. Nos últimos dois anos, tem se especializado na cobertura do mercado financeiro, economia, educação financeira e mercado de luxo, com experiência no E-Investidor, TC News e atualmente no portal EuQueroInvestir.