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Juan Valdez mira 100 cafeterias no Brasil até 2028 após estreia na ABF

Juan Valdez mira 100 cafeterias no Brasil até 2028 após estreia na ABF

Marca colombiana aposta em franquias, subfranquias regionais e operação multicanal para conquistar espaço no mercado brasileiro de cafés especiais

A Juan Valdez quer transformar o Brasil em uma das principais frentes de crescimento da marca na América Latina. Depois de participar pela primeira vez da ABF Franchising Expo 2026, realizada entre 24 e 27 de junho, em São Paulo, a rede colombiana de cafés especiais reforçou seu plano de abrir 100 cafeterias no país até 2028.

A operação brasileira começou no fim de 2025, com a inauguração da primeira unidade da marca. Agora, a estratégia entra em uma nova etapa, centrada na expansão por franquias e em um modelo de subfranquias regionais, criado para ampliar a presença da empresa em diferentes mercados do país.

Franquias como motor de crescimento

A Juan Valdez chega ao Brasil com uma proposta voltada ao segmento premium de cafeterias, combinando cafés 100% colombianos, experiência de consumo e uma narrativa ligada à origem do produto. A marca pertence aos próprios cafeicultores da Colômbia e afirma representar mais de 550 mil famílias produtoras.

Na ABF, a companhia apresentou a investidores detalhes de seu modelo de negócio, que prevê investimento inicial a partir de R$ 800 mil para instalação da operação. Segundo a empresa, a taxa de franquia é de R$ 50 mil, o faturamento médio anual projetado é de R$ 2,3 milhões e o prazo estimado de retorno varia entre 24 e 36 meses.

A aposta está ligada à expansão do consumo de cafés especiais no país. De acordo com dados divulgados pela própria marca, o segmento avança cerca de 15% ao ano no Brasil, impulsionado por consumidores mais atentos à qualidade, à origem dos grãos e às experiências oferecidas pelas cafeterias.

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Estratégia vai além das lojas

O objetivo da Juan Valdez não se limita às unidades físicas. A empresa prevê uma operação multicanal, com presença futura em lojas próprias, varejo, food service e e-commerce. A ideia é tornar a marca mais acessível sem perder o posicionamento premium.

A participação na ABF também marcou a apresentação da sinergia com a Gelato Borelli, rede brasileira de gelaterias que integra o mesmo ecossistema de negócios. As marcas mantêm produtos e operações independentes, mas devem compartilhar conhecimentos em áreas como expansão, negociação de pontos comerciais, governança e capacitação de franqueados.

Para Bruno Oliveira, CEO da Juan Valdez Brasil, o país reúne uma cultura consolidada de café e um consumidor interessado em novas experiências. O desafio agora será transformar esse potencial em capilaridade nacional, disputando espaço em um mercado competitivo, mas cada vez mais aberto a marcas que unem conveniência, qualidade e propósito.

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